LIVRO AMARELO
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WEOR, Samael Aun. O Livro Amarelo
Tradução: Karl Bunn
Curitiba: EDISAW, 2009 93 páginas
Formato: 15x21cm
CDD-299-932 ISBN 978-85-62455-04-9
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Este foi um dos primeiros livros gnósticos que tive em mãos, tão logo fui aceito na câmara interna gnóstica, no já distante ano de 1974, aqui em Curitiba, na sede regional do então Movimento Gnóstico Cristão Universal do Brasil.
Tratava-se de um exemplar já amarelado pelo tempo, impresso em papel jornal e tamanho reduzido. Desse livro destaco alguns aspectos que me chamaram a atenção na época: 1) A ciência Jinas. 2) O vegetarianismo. 3) O vício da bebida.
Sobre jinas, os ensinamentos me eram críveis, embora jamais tivesse lido qualquer coisa a seu respeito até aquele tempo, então com meros 24 anos de idade; e passei a fazer as práticas, embora só conseguisse algumas experiências astrais
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Sobre o vegetarianismo, nada me chocou, mesmo sendo inveterado consumidor de carnes. Minha adesão foi serena e tranqüila.Quanto à bebida, só bebia água, e levava uma vida esportiva bem movimentada.
Mais tarde fomos informados que o Mestre Samael havia retificado suas afirmações sobre o consumo da carne, não só a permitindo na dieta como dizendo ser necessária sua ingestão em uns 20% no cardápio diário de uma pessoa. Assim que, para este escriba, nada afetou quanto a este detalhe.
Quanto à bebida, isso é outra questão; sabemos hoje de forma direta que não servem bebidas alcoólicas de nenhuma espécie nas festas do Nirvana ou da Loja Branca. Durante certo tempo de minha atual existência, fiz uso moderado do vinho e da cerveja, mas chegou um determinado dia em que me foi dito que teria que largar radicalmente a bebida, caso estivesse interessado em avançar pela Senda Iniciática - e o fiz com facilidade, presteza e firmeza, sem vacilação.
Como a Gnose era algo novo para mim na época, e ainda por cima não possuía cultura esotérica nenhuma, era como um HD virgem, ávido por gravar, armazenar, estudar e aprender sobre tudo que aparecesse. Nessa busca e nessa avidez pelo novo, bem verdade que absorvi muito lixo exotérico, o qual tive que regurgitar com o tempo, focando-me posteriormente somente na essência do esoterismo iniciático que nos trouxe o Mestre Samael.
Por isso mesmo me é difícil compreender porque as pessoas reagem tanto a favor ou contra o vegetarianismo, a favor ou contra as propostas gnósticas. Desde cedo aprendi que a Gnose aponta e sinaliza os erros doutrinários, estejam onde estiverem, e ao mesmo tempo, apresenta um programa prático de exercícios para cada um experimentar por si mesmo, se assim o desejar.
Portanto, é nosso dever alertar a todos que confiam em nossa instituição que a gnose deixa cada um livre para escolher sua dieta e seus alimentos; ensina ainda a separar o bom do mau e o mau do bom, que se faz presente em tudo e todas as coisas.
Com o tempo e a experiência aprendemos a reconhecer as características positivas de todas as coisas, e a nos afastarmos respeitosamente de tudo que interfere na jornada íntima.
Este é o grande ensinamento que nos dá o Mestre Samael. Aprender a discernir sobre escolas, igrejas, seitas, yogas, sistemas de alimentação, práticas, hábitos, costumes, tradições, pessoas, atitudes, comportamentos, etc.
O Livro Amarelo foi publicado em 1959, na Colômbia. Pessoalmente, como disse, tomei conhecimento do mesmo através da 1a. edição brasileira realizada nos anos 60 na sede de São Paulo. Só mais tarde tive acesso à edição colombiana, não a primeira, mas às reimpressões posteriores.
A tradução que o leitor tem aqui em mãos representa a síntese de todas elas; ou seja: examinamos atentamente todas as edições anteriores e decidimos oferecer o texto integral, tal qual foi usado originalmente.
Não fizemos nenhuma supressão de parágrafos ou palavras; apenas alertamos aqui nesta Apresentação que o Mestre retificou suas afirmações vegetarianas, aconselhando a ingestão de carnes como alimentos necessários aos caminhantes da senda sagrada.
É evidente que o Mestre não incentivou que nos tornássemos carnívoros inveterados. Seus alertas sobre o abuso do consumo de carnes continuam valendo até nossos dias.
Comentamos isso porque tomamos conhecimento que circulam por aí livros em que o tradutor ou editor brasileiro optou por suprimir parágrafos e partes completas que estavam na obra original. Nosso compromisso é o de oferecer os textos e as obras de forma integral e fidedigna, e o leitor decide segundo seu discernimento e sua compreensão.
No mais, esperamos que este livro desperte ou reanime o anelo de praticar a ciência sagrada, capaz de nos levar aos cumes da Iniciação Branca, com a condição de vivermos nossos dias de forma santa, casta, mística e reta.
Karl Bunn
Presidente da Igreja Gnóstica do Brasil
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