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ÚLTIMAS REFLEXÕES - A ARTE RÉGIA DE VIVER O DHARMA |
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A ARTE RÉGIA DE VIVER O DHARMA
A ARTE RÉGIA DE VIVER O DHARMA
Autor: ALEX ALVES
Anelas o caminho da iniciação interno ?
Quer, realmente, seguir pelo caminho iniciático, seja ela o direto ou o nibbanico ?
Tens dificuldades em despertar consciência ?
Sentes o interesse em obter ensinamento diretamente dos sagrados Budhas do nibbana ou dos irmãos maiores (mestres) ?
Então, é necessário e urgente mudarmos! O homem normal que hoje vive precisa transcender-se, despertando para uma ética superior, com uma nova forma de pensar, sentir, comportar, expressar, falar, etc., adequada para uma realidade distinta, sutil e comprovável. Enfim, uma nova vida com um novo aprendizado para a consciência: o de buddha.
Em prol disso, devemos praticar a antiga ciência, o dharma (dhamma) sagrado, ensinado pelos sábios anciões (hinayana), colocando em prática a régia arte de criar dharma (dhammas) e, com isso, o teu caminho será abençoado.
O primeiro passo é, então, parar de buscar. Cesse a busca, deixe de ser mariposa, não busque o caminho, VIVA-O, AQUI E AGORA, EM FATOS.
Como ? A CONDUTA ! Isso, a conduta diária é a grande chave inicial !
Analisa como te comportas contigo mesmo. Quando está sozinho, quais são teus pensamentos ? quais são teus hábitos ? o que sentes ? o que te inclinas à fazer ? o que planejas para daqui a pouco ou para o futuro ? diante de todo esse belíssimo material de estudo, põe em prática RETA CONDUTA e separe o trigo do joio.
De igual forma, ANALISA-TE, ESTUDA-TE e se AUTO-OBSERVE quando estás com sua esposa/marido, filhos, amigos, pais, colegas de trabalho. Enfim, em cada situação cotidiana, desde o amanhecer até o anoitecer e, diante disso tudo, coloque em prática, de forma consciente, a RETA CONDUTA.
Não faça caso, é inegável que todos sentimos ira, temos fascínio, vivas paixões e ardentes desejos, cobiçamos, temos inveja, mentimos quando nos vemos acuados, caímos deslumbrados ante um delicioso manjar uma suculenta picanha. Sem falar em muitas outras situações particulares de cada um, que devem ser analisadas e estudadas, de agora até o fim de nossa existência.
A RETA CONDUTA está ligada ao CORRETO ENTENDIMENTO ou, simplesmente, COMPREENSÃO.
Budha dizia: “Quando, amigos, um nobre discípulo compreende o que é prejudicial e a raiz do que é prejudicial, compreende o que é benéfico e a raiz do que é benéfico, dessa forma ele é alguém que possui o entendimento correto, cujo entendimento é reto, possui perfeita confiança no Dhamma e penetrou este verdadeiro Dhamma” (1).
E, como ensinava Nagarjuna (2): “Depois de analisar a fundo todos os feitos do corpo, fala e mente, aquele que realiza o que é benéfico para si e para outros, e sempre pratica, é sábio”. Isso, nada mais é do que estudar-se e praticar, diuturnamente, a reta conduta, que uma hora, cedo ou tarde, levará a iluminação.
Ainda, em observação ao que ensinou Nagarjuna, uma vida curta decorre do matar, muita aflição é por que causamos danos, poucos recursos porque roubamos, inimigos surgem porque adulteramos. Se somos caluniados é porque mentimos, se vivemos em desunião é porque difamamos e semeamos discórdia, se nos tratam com rispidez é porque fomos desagradáveis. Se não respeitam o que falamos é porque fizemos mau uso do verbo, sendo tagarelas. Se nossas aspirações nunca vão adiante é porque fomos cobiçosos e invejosos. Temos medo porque nossa intenção foi nociva. Beber muito, usar drogas, deixou a mente confusa. Somos pobres, foi porque não soubemos dar.
“Opostos aos conhecidos frutos dessas não-virtudes, é o surgimento de efeitos causados por todas as virtudes”, enfatiza Nagarjuna.
Vejam, assim, que de nossa CONDUTA nascem inúmeras causas. Se nossa conduta é boa, virtuosa e de tipo superior, os efeitos nos serão favoráveis. Essa é a régia arte de viver a vida e gerar dhamma.
Assim, desistir e abandonar a má-conduta e empenhar em praticar, aqui, agora, neste exato instante a CONDUTA RETA, virtuosa, com corpo, sentimento e pensamento, são as três formas de prática.
Prática não significa mortificar o corpo, pois, VIVER RETAMENTE NÃO CAUSA DANO. Viver de forma reta, praticando o dhamma, é a melhor política de vida e a mais sábia decisão que qualquer um de nós pode tomar.
Não podemos esquecer que a vida, a saúde e o domínio são impermanentes. Devemos, como ensina Nagarjuna, fazer “um esforço intenso para levar adiante as práticas”. Além disso, Budha sempre dizia: “a dissolução é inerente a todas as formas”.
Com isso, se quer dizer, que para viver o dhamma não devemos deixar nada para “amanhã”. Faça agora. Viva, de forma plena, o ensinamento “Lapidador da Sabedoria Transcendental” (Vajracchedika Prajna Paramita), aquele que é duro e afiado e corta a concepção errada e a ilusão, com isso, nos liberando das más-causas e de todo sofrimento.
Vivendo assim, mudamos de FORMA SÁBIA o rumo de nossa existência e criamos as condições necessárias para a iniciação interna, para se viver uma vida gnóstica autêntica, o caminho do matrimônio perfeito como verdadeiros homens e mulheres de aquário, sendo honrados chefes de família, virtuosos filhos, amigos, companheiros, colegas.
São inumeráveis as virtudes que cada um pode desenvolver e praticar e tudo isso decorre da nossa resoluta decisão de MUDAR.
Porém, viver CORRETAMENTE não significa unicamente desenvolver virtudes, é necessário praticar e trabalhar para que os velhos hábitos seja elminados. Os velhos hábitos, a velha forma de viver a vida, a antiga forma de se expressar, pensar, sentir, deve morrer em nós e, junto com elas, o “ego”, o “mim mesmo” deve deixar de existir.
Água e sabão não prejudicam a ninguém e, como ensina o Mestre Samael (Mensaje de Navidad 1965-1966), existem pessoas que se asseiam por fora, não comem carne, não bebem, não fumam, porém, de seus gestos e hábitos, se vê que dão pouca ou nenhuma importância às práticas, justamente porque sua conduta não é reta, ao contrário, é egoísta.
Quer viver o amor e a doçura, elimine o ódio e a ira.
Quer viver o altruísmo, estude, compreenda, e elimine o egoísmo.
Anela a humildade? Então, o orgulho precisa desaparecer.
Se busca a castidade perfeita, então, terá que acabar com a luxúria.
Quer ser diligente e responsável? compreendas o que há de preguiça em tua conduta e elimine.
Falta alegria na vida. Então, é porque sobra inveja. Estude, compreenda e elimine-a.
Praticando a régia arte de gerar ou criar dharma através da RETA CONDUTA eliminamos o que nos prejudica e cultivamos o que dignifica e honra. Não há como criar um jardim de flores em um matagal mau-cheiroso e cheio de bichos.
Estudar-se, analisar-se, compreender o porquê somos ou agimos assim, entre outras coisas, e MEDITAR em tudo isso é o que nos traz o ENTENDIMENTO CORRETO e, com isso, podemos passar a praticar o reto falar, reto ouvir, reto pensar, reto sentir, reto expressar, reta maneira de ganhar a vida, retidão no lar, etc.
Com isso, chegamos às portas da iniciação, justamente quando compreendemos que ela nada mais é do que a VIDA CORRETAMENTE VIVIDA, onde, a partir de então, muitos outros mistérios são descortinados ante os nossos olhos e entendimento, já em grande parte purificados.
Este é o ensinamento da GNOSE-BUDDHISTA e da ética superior do homem da Idade de Aquário, que deixará de ser uma máquina intelectualizada para viver em plena comunhão e harmonia consigo, com o próximo, com a natureza, com os Buddhas, e com os Deuses, para que se cumpra a profecia de que os homens, um dia julguem os anjos (1Co 6.3).
Referências:
1) http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN9.php
2) A Grinalda Preciosa, Nagarjuna, ed. Palas Atenas.
3) Mensaje de Navidad 1965-1966, Samael Aun Weor.
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