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CONFERÊNCIAS 2007 I - EGRÉGORAS, TULPAS E FALSOS MESTRES |
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EGRÉGORAS, TULPAS E FALSOS MESTRES
Autor: Karl Bunn*
Vamos interromper a linha de temas que estávamos desenvolvendo para abordar um assunto bastante presente e que temos dado a conhecer em nossas comunidades. Queremos referirmo-nos à questão dos falsos mestres e da falsa consciência.
Sobre o tema da falsa consciência já abordamos aqui neste mesmo espaço; esta conferência inclusive está disponível em arquivos de nosso site (www.gnose.org.br), porém como ontem foi dia 27, achamos oportuno, hoje, voltar a comentar o assunto esse que é muito atual, necessário e urgente.
Referimo-nos à situação atual, à nossa situação espiritual, à nossa condição interna. Sabemos todos que somos limitados de consciência; conseqüentemente, tudo o que aparece pela frente de nossos olhos pode ser atraente, bonito. Confundimos, então, o bonito e atraente como tendo profundidade, consistência. Não é porque uma doutrina é atraente aos nossos olhos que ela nos levará aos paraísos celestes, até pelo contrário.
O grande Mestre, o grande Kabir ou Rabino da Galiléia, alertava que estreito é o caminho, apertada é a porta que nos conduz ao reino da Luz. Em compensação, largos, floridos e atapetados são os caminhos que nos levam à perdição ou aos abismos. Como estamos profundamente adormecidos, não percebemos a gravidade dos dias os quais estamos vivendo. De nossa parte, tratamos de dar o alerta, respeitando, é claro, a decisão íntima e pessoal de cada um.
Sobre a importância dos dias 27 já foi falado em aulas anteriores, mas vamos sintetizar rapidamente. Nos dias 27, a Loja Branca, em todos os seus templos, realiza trabalhos especiais, cadeias, emanações de Luz, compaixão, ajudando assim esta humanidade, mesmo que disso não tomemos conhecimento. O fato é que, por exemplo, o trabalho dos Buddhas gera muita luz, muita energia com suas orações, seus mantras, suas práticas de irradiação de luz azul, dourada, rosada. Toda essa energia é utilizada por outros Mestres da Loja Branca para realizar boas obras neste mundo.
Uma vez que a realidade do mundo, do Universo, da vida, é consciência, tudo isso se torna possível no mundo da consciência. Se tivéssemos consciência desperta saberíamos disso tudo por observação, percepção ou consciência direta. Como não temos essa faculdade plenamente, pouco ou nada desenvolvida, é evidente que não percebemos esses trabalhos realizados mundialmente todos os dias e, especialmente, nos dias 27. É por isso que, em mensagens anteriores, recomendamos e sugerimos que todo estudante verdadeiramente interessado em seu avanço aproveite o dia 27 para fazer suas composições, negociações, reafirmações junto ao Tribunal da Lei Divina.
Na prática, temos percebido que poucas pessoas fazem isso. A esses dizemos que se for para esperar negociar com o Tribunal da Lei após o desencarne, será impossível e, então, não teremos nenhuma maneira de fazer nada; simples assim. Por isso devemos, desde agora, assumir nosso compromisso ou nosso interesse em conduzir nossa vida espiritual ou nosso futuro.
Desde a primeira conferência deste ano temos afirmado que entramos na reta final. Este é o ano [2007] para fazer nossas negociações, nossas composições. Também fomos informados que cada um de nossos defeitos deve ser negociado à parte junto à Lei Divina. Muitos de nós acabamos criando, gerando em vidas anteriores, uma luxúria muito grande, uma ira muito poderosa, um orgulho que nos orgulha de possuirmos ou os três e mais outros quatro.
O fato é que nossa condição interior, vista por olhos espirituais, não é das melhores. Somos verdadeiros mendigos, maltrapilhos, diante dos Mestres da Loja Branca, dos Buddhas. Queremos apenas alertar; não estamos aqui para apavorar ninguém, nem para ameaçar e fazer chantagem; apenas para alertar e, oxalá, possamos incentivar, despertar o interesse para que mais e mais pessoas motivem-se a, rapidamente, fazer suas negociações com o Tribunal da Lei.
Quando alguém vai negociar com a Lei Divina, muitos ficam inseguros sobre o que oferecer, uma vez que, obviamente, a Lei Divina não eliminará nossos defeitos ou parte de nossos defeitos sem uma contrapartida porque, afinal, somos devedores - e o Universo mantém-se por meio de trocas, de trabalhos, de auto-sustentação; dar e receber, circular as realizações, as ações, tudo. Da mesma forma, muitos de nós, muitas vezes sentimo-nos inseguros quando vamos negociar com a Lei Divina e não sabemos o que oferecer.
Já dissemos algumas vezes e não custa repetir! Tudo o que os Senhores da Lei esperam de nós é que nos compromissemos em mudar nossa conduta, em tornarmo-nos pessoas limpas, puras, decentes, íntegras, que trabalhemos efetivamente sobre nós. Podemos colocar tudo isso numa única palavra, ou expressão: o que a Lei Divina quer de nós é que nos purifiquemos.
Purificar-se é tornar-se puro, eliminar aquilo que foi agregado, extrair da consciência original os venenos que contaminam a mente, a consciência, nosso psiquismo; é isso que a Lei Divina espera de nós.
Que iniciemos os trabalhos de purificação interior; este é o melhor pagamento, a melhor boa obra que podemos oferecer. Porque os Senhores da Lei sabem que se nós, em vez de gerarmos fumaça negra, vermelha ou cinza passemos a irradiar Luz, isso contribui para o avanço, o progresso, a exaltação de todo o Universo, de todas as formas de vida que se beneficiam com isso.
Podemos perfeitamente assumir o compromisso de trabalhar intensamente, entusiasmadamente, sobre nós mesmos. Porque à medida que vamos nos purificando tudo e todos a nossa volta vão se beneficiando também; quanto mais práticas fizermos, mais Luz irradiaremos, mais mentes e corações serão tocados, sensibilizados, despertados, liberados. Esta é a grande cadeia que precisamos colocar em movimento; este é o grande vórtice de Luz que precisamos acionar a partir de nós mesmos. Nós somos o centro disso, cada um de nós aqui é um centro movimentador, aglutinador, espargidor de Luz.
Isso é o que temos que nos dar conta e não ficar subestimando-nos com expressões de autopiedade, de falso autodesprezo, de falsa humildade, de comiseração... Não confundamos as coisas! Assumamos, despertemos nossa Luz; acionemos nossa Luz; comecemos a purificarmo-nos. É isso que os Deuses esperam; é isso o que o Nirvana ou Nibbana espera de nós, como também a Lei Divina e seus 42 juízes.
A eles não interessa dinheiro, a eles não faz muita diferença oferecer, em troca de algum favor especial, coisas materiais. Eles não precisam disso; se quisessem transformariam essa Terra, esse planeta em ouro, mas ninguém come ouro; afastemo-nos das fantasias.
Já falamos sobre a mente projetora e a mente que gera filmes, cinemas, vídeos, projetos... Tudo isso é fantasia; vamos concentrar-nos realmente naquilo que interessa: nossa purificação, tornarmo-nos puros novamente, recuperar a originalidade, a ingenuidade; voltar a ser aquela consciência que um dia fomos, íntegra, pura, limpa de todo e qualquer veneno ou agregado; é isso o que temos que fazer.
Claro que fazer isso, no dia-a-dia, pode tornar-se difícil ou trabalhoso no começo, mas não é impossível - e devemos, então, renovar esse propósito, esse compromisso, a cada dia 27 ou a cada dia em nossas orações, invocações ou práticas de todos os dias. Nisso consiste a negociação de cada dia 27: fazer nossa parte, levar adiante nossas práticas.
Igualmente, em paralelo, é bom que todos nós trabalhemos com os mantras para ir desobstruindo nosso cárdias, nosso centro cardíaco para que assim possamos conectar-nos com o centro emocional superior e, conectados com este centro, muitas portas, percepções, energias serão franqueadas a nós. Devemos apelar diariamente à nossa Mãe Divina pedindo que ela interceda, que nos inspire ou mostre através de sonhos nossos próprios defeitos, a natureza nossa que devemos enfrentar, estudar, compreender e assim vamos avançando aos poucos dia após dia.
Em paralelo a tudo isso, neste momento, temos, vivemos, assistimos por aí assolar um verdadeiro flagelo que denominamos de “o flagelo dos falsos Mestres com suas falsas doutrinas e seus falsos ensinamentos”.
O que vem a ser um falso Mestre? Há muitos por aí disfarçados que, aparentemente, ensinam paz, amor, justiça, bondade, caridade, mas que, sutilmente, nos induzem ao ilícito ou nos pedem coisas que contrariam a Lei Divina ou são tolerantes com os delitos. Estes são os falsos Mestres.
Aqui no mundo físico eles fazem seus estragos, é verdade; atraem muitas pessoas; porque hoje todo mundo é ignorante em matéria de espiritualidade; isso é uma regra geral. Até que despertemos ou comecemos a despertar efetivamente, qualquer um de nós pode ser atraído por estas mensagens, atividades.
Dentro da Gnose muitos e muitos são ou foram atraídos e vivem hoje nos círculos denominados xamanistas; a mística que ali é pregada é a de que se trata de uma ação lícita, reta, correta; mas examinada com os olhos espirituais ou vista desde o mundo interno, essas pessoas que freqüentam esses círculos ou filiam-se às denominadas escolas que ensinam sistemas supostamente dados pelos Mestres da Loja Branca, que incluem o uso de plantas alucinógenas ou enteógenas. Esses sistemas nos escravizam, aprisionam nossas almas, tornam-nos seus escravos, prisioneiros.
Aqueles que praticam certos mantras dados pelos falsos Mórias, falsos Lantos, falsos Djwall Kuhls, falsos Jesus, os Sanandas, os Sherans, é evidente que têm a sua consciência obscurecida por esses ensinamentos, palavras ou mantras. Aqueles que utilizam certos agentes enteógenos obviamente tornam-se escravos da tulpa ou da egrégora desta comunidade. Dificilmente, depois, conseguem desgarrar-se desse círculo de influência.
Não queremos agredir ninguém, nada, porém temos o dever de avisar que o uso desses agentes enteógenos ou dessas degeneradas práticas xamanistas, é incompatível com o despertar da consciência, da mesma forma como a água e o azeite.
Muitos chegam a esses centros atraídos pela curiosidade, outros porque estão buscando resultados rápidos; então se contentam, alegram-se com as experiências de falsa consciência, mas à medida que vão repetindo esse hábito de beber chás ou preparados, espiritualmente tornam-se escravos, suas almas são aprisionadas, suas consciências são encadeadas pelas tulpas ou pelas egrégoras que se alimentam da energia vital dessas mesmas comunidades.
Este é o alerta, mas cada um é livre para fazer o que quiser. Com isso só queremos chamar a atenção de forma definitiva de que a doutrina gnóstica não prega isso, não incentiva e, lamentavelmente, há muitos indivíduos por aí que um dia fizeram parte da Gnose e que hoje comandam, lideram centros nos quais se mesclam Gnose, Xamanismo, Buddhismo, literatura de falsos mestres, princípios de auto-ajuda, um verdadeiro caldo que, no fundo, intoxica a mente. Mas o mais grave, pesado e sério disso tudo é que aprisiona as consciências nesses círculos. Depois, para romper com isso só com muita negociação com a Lei Divina, isso se conseguirem encontrar dentro de si forças para se darem conta de onde acabaram equivocadamente penetrando.
É por isso que estamos empenhados em alertar o maior número possível de pessoas para este momento, porque todo aquele que conhece um pouco do evangelho sabe que Jesus já falava sobre estes tempos finais alertando e dizendo que muitos falsos Mestres e Cristos apareceriam. Mas como nós fomos condicionados nestes 2000 mil anos a focar nossa atenção apenas no Cristo Jesus, criamos uma figura mental que desvia nosso discernimento.
Os falsos Mestres e os falsos Cristos são esses que hoje propagam essas falsas doutrinas. São doutrinas que não liberam a consciência; não podemos mencionar nomes porque seríamos acusados de calúnia; então precisamos ter a prudência necessária e apenas caracterizar determinados procedimentos.
Uma das coisas que encanta o brasileiro, por exemplo, é essa literatura canalizada que é uma palavra nova para dizer ou fazer referência ao mesmo processo mediúnico que tem invadido a face do planeta desde a antiga Atlântida; e são esses canais que escrevem essa falsa literatura atribuída a mestres como Mória, Lanto, DK, Saint Germain, Jesus, Buddha e tantos outros.
É para isso, meus amigos, que temos de abrir os olhos, ficar atentos; essa literatura aprisiona, encadeia, acorrenta-nos. A Gnose ensina que devemos despertar a consciência e não acorrentá-la. É claro que, mesmo dentro da Gnose, muitos às vezes fantasiam acerca da própria e da mesma Gnose; então para isso é necessário muito discernimento e descobrir todas essas coisas; aqui na vida prática e concreta, em nosso mundo, acaba custando-nos muitos sofrimentos, dores, amarguras, decepções; mas às vezes este é o único caminho que temos para despertar, acordar para a realidade: com o sofrimento.
Não temos outros meios ao alcance agora, na condição atual, para despertar nossa consciência. É por isso que devemos fazer muitas práticas, orações. Pedir Luz à nossa Divina Mãe para que ela nos ilumine, para que nos dê o discernimento necessário para não nos perdermos pelos labirintos, pelos caminhos tortos.
Dentro da Gnose, ultimamente, temos visto também saltar pelo mundo inteiro uma quantidade gigantesca de pessoas que se autodenominam Mestres. Realmente, estamos diante de um flagelo de proporções mundiais; é muito fácil a gente acabar tropeçando, escorregando ou, quem sabe até, deixando-nos atrair pelos discursos.
Há alguém que pergunta sobre as fantasias do caminho iniciático; sem dúvida criamos muitas fantasias; mas será que seria possível apresentar algumas delas, alguns exemplos? Não me ocorre nenhum exemplo agora a não ser esses que a gente vê e lê por aí nas comunidades, nas quais se confunde Iniciação, por exemplo, com dar e entregar um determinado mantra ou gesto ou sinal de passe – como se isso fosse a Iniciação da qual tanto falamos aqui nestes encontros.
Sobre o caminho iniciático temos discorrido aqui insistentemente; há pelo menos umas três ou quatro conferências que abordam este tema. O caminho iniciático é a própria vida, é a conduta reta; não é fugir do mundo; é viver exatamente no mundo, mas sem ser influenciado pelo mundo.
Sabemos que isso é difícil, que cada qual terá de achar a sua maneira de fazer ou realizar isso. Alguns buscam escapatórias tipo largarem tudo: família, emprego, encerrar-se numa caverna...
Esse não é o caminho para a auto-realização, isso não é a Iniciação porque seria fugir da escola. As fantasias mais comuns são essas. Muitos escrevem dizendo "ah! eu gostaria de ter mais tempo"; poderíamos dar exemplos concretos de pessoas que conhecemos, com as quais convivemos que, se considerarmos sua vida, sua história de vida, suas condições físicas, fisiológicas, sua anatomia, sua fisiologia, poderíamos dizer que esse está condenado e, no entanto, são os que mais cresceram espiritualmente falando.
Devemos zerar todos os dias nossas expectativas em relação ao caminho. Minha sugestão pessoal é que elejam um livro de cabeceira, por exemplo, do Mestre Samael como “As Três Montanhas” e a cada dia estude um pouco; ou então o “Pisthis Sofia” que contém muitos comentários, muitas exortações sobre isso, sobre o caminho. O drama de Sofia nada mais é que o drama da consciência ou da alma querendo voltar às suas origens, a seu ponto elevado de onde caiu ou saiu um dia.
Outra fantasia também que corre por aí é que um estudante de Gnose ou qualquer estudante precisa freqüentar fisicamente uma escola para iniciar-se ou auto-realizar-se. Não é preciso nenhuma escola, não é preciso estar presente; tudo que se precisa fazer é pedir, negociar a sua Iniciação; mas é evidente que se não trabalhar sobre si ou se, antes, não demonstrou concretamente esse interesse através de fatos, a Lei não vai liberar - porque é temerário conceder esse poder, esse caminho, aos que não deram mostras de arrependimento profundo e verdadeiro acerca de sua vida pregressa ou seu passado.
A didática da Loja Branca, por exemplo, muitas vezes é deixar que nos afundemos até um determinado nível, e quando já estamos praticamente com barro ou lama no pescoço ou até mesmo nas raixes dos cabelos, retiram-nos e dão uma real oportunidade de seguir o caminho. Sabem por quê?
Porque no mundo de hoje uma pessoa que de fato não tenha sofrido, experimentado a amargura das decepções deste mundo, das coisas deste mundo, das pessoas deste mundo, não encontrará dentro de si forças para se manter e sustentar nesse caminho. Somente aqueles que efetivamente se decepcionaram com tudo e todas as coisas, esses rebeldes inconformados estão bem próximos de se lançar na Iniciação.
Em nosso meio há alguns centauros, ou seja, já estão metade enterrados no abismo e outra metade estão aqui freqüentado nossas aulas, escolas. Esses rebeldes precisam dar-se conta; a rebeldia tem seu lado bom, mas a grande rebelião que devemos fazer é contra nós, não contra a Lei que criou e mantém o universo e contra aqueles que mantêm a ordem ou o sistema cósmico em harmonia. A rebeldia de muitos está apontada para a direção errada e com isso vão acabar afundando de vez.
Seres, criaturas que recebem a mesma luz do Sol aqui na superfície, internamente já estão enterradas, mas têm possibilidades de se redimirem, de sair da fossa ou do abismo onde se meteram; isso é possível; devemos lembrar a todos que Belzebu já vivia no Inferno há muito tempo, mas pôde ser resgatado porque nele brilhava a chama azul da fidelidade, lealdade, do compromisso com seus irmãos. Essa luz azul o tirou do abismo, mas somada ao processo de dar-se conta de que havia “entrado numa fria” ; e foi assim que encontrou dentro de si forças para novamente encausar-se pela Luz.
Isso se aplica na respectiva escala a cada um de nós aqui neste mundo, só que precisa dar-se conta de onde está e de que sua rebeldia deve ser contra si mesmo. A grande rebelião não deve ser contra a Loja Branca, o Cristo, o Logos, os Deuses ou o Tribunal da Lei que representa a vontade única de todos os Deuses do Grande Arquiteto do Universo.
Uma rebeldia com causa produz grandes comoções e revoluções no universo, isso sim deve ser apreciado. Talvez levados por fantasias, muitos nem vão acreditar e considerar isso que estamos dizendo, mas afirmo a vocês que isso é uma tremenda realidade que está ocorrendo aqui nesses dias diante de nossos olhos.
Há um comentário aqui sobre algumas comunidades xamãnicas que, inclusive, se justificam nas obras iniciais do Mestre Samael em que ele "recomendava" ou "sugeria" o uso de alguns elementais vegetais para obter certas experiências.
Não podemos negar o fato de que, nas primeiras obras do Mestre Samael, ele até chegou a recomendar isso ocasionalmente; mas não é o que vemos na vida moderna. Na vida moderna, vemos esses elementos na geladeira das pessoas e isso é tomado como refrigerante, como chá mesmo.
Não faz muito tempo transcrevi e enviei para todas as comunidades também um trecho, um texto literal de uma conferência do Mestre Samael em que ele fala sobre as condições para, por exemplo, fazer uso do peyote - que é uma dessas plantas enteógenas. A primeira condição para o uso do peyote é castidade total; não me consta que nesses grupos pratique-se castidade e que seus dirigentes sejam castos. A segunda condição é que essas experiências com o peyote sejam realizadas por um Mestre; não vejo Mestres nessas comunidades. Terceira condição é que sejam apenas três experiências em toda a vida; vejo por aí experimentarem três vezes por semana pelo menos ou mais.
Então isso é apenas um mau uso da obra de um Mestre para justificar o ilícito e seu delito. O karma dessas pessoas certamente será agravado, porque fazendo uso disso para seduzir e atrair almas ingênuas ou despreparadas só agravará a sua condição interior. Nesse preciso momento, alguns desses já estão descendo [ao abismo], como se diz.
O comércio religioso é outra praga;a religião virou hoje uma fonte de riqueza. Alguém me comentava que circula por aí no YOUTUBE alguns vídeos delatando certas práxis ou procedimentos de bastidores de líderes de algumas dessas religiões comerciais. Nada disso deve nos surpreender. Pelo contrário, sabemos que estamos nos tempos finais; sabemos que fomos avisados de que surgiriam nesses tempos falsos profetas, Mestres e doutrinas.
Ninguém poderá alegar diante da Lei Divina que desconhecia isso; todos nós somos almas veteranas neste mundo e fomos suficientemente avisados em tempos anteriores, outras vidas, acerca dessas coisas. No entanto, tristemente, esse flagelo dos elementos indutores da falsa consciência foram sutilmente introduzidos nas comunidades gnósticas já há trinta anos atrás. Não falo de coisas de agora; esses sim são efetivamente autênticos demônios disfarçados de instrutores gnósticos.
Quem quiser experiência real, concreta, objetiva, verdadeira, deve eliminar seus defeitos, trabalhar sobre si; mas sabemos que esse é um trabalho muito amargo, difícil, lento, sofrido; entretanto, como dissemos em outras conferências, não existe alternativa senão através da revolução da dialética.
Precisamos dar-nos conta urgentemente disso porque o tempo é curto e aqueles pessimistas e derrotados que acreditam que em dois ou três anos não conseguem fazer nada a seu favor, se equivocam; isso é mais uma fantasia; aqueles que efetivamente se dispuserem a rebelar-se contra si e praticarem disciplinadamente; orarem e negociarem, poderão em dois ou três anos alcançar graus de consciência insuspeitos neste momento.
É evidente que a Loja Branca tem todo o interesse do mundo em resgatar o maior número possível de almas, porém, veja que interessante; há uma fantasia por aí espalhada, por mensagens de falsos comandantes estelares e falsos Mestres, de que milhares ou milhões de naves virão à Terra para resgatar os seres humanos.
A Loja Branca tem dito apenas que algumas quantas naves resgatarão alguns poucos que efetivamente têm condições de serem resgatadas e o resto será dividido: Parte desce ao abismo, uma parte menor ficará no limbo e uma outra parte muito expressiva renascerá em Hercólubus.
Isso o Mestre Samael já vem falando desde 1958; isso não é novidade. O que para nós tem se apresentado surpreendente são os detalhes de toda essa operação que aos poucos vamos tomando conhecimento ou sendo informados. O resgate das almas dar-se-á, claro, mas depois da desencarnação, mas serão poucos, muito poucos mesmo. Talvez algumas dezenas, centenas de pessoas, serão resgatadas em corpo físico, porque é preciso ter méritos e muitos méritos para ser preservado em corpo físico e levado a um local protegido, distante da catástrofe que se avizinha.
A grande maioria de nós - e obviamente estou incluído entres esses - morreremos, desencarnaremos aqui e, com méritos, poderemos ser resgatados logo depois de nosso desencarne; e aí sim seguiremos vivendo num local, numa outra dimensão onde trataremos ou deveremos dar prosseguimento a nossa purificação.
Esta palavra teremos de repetir muitas vezes; precisamos buscar a purificação e ela não se dará através de falsas doutrinas, nem através de experiências enteógenas ou alucinógenas. Não é o uso de drogas químicas ou espirituais, agentes químicos ou não-químicos, indutores de uma hiperatividade das glândulas internas que nos resgatará, porque esses elementos não nos purificam.
Isso é uma falsa consciência, dá a ilusão de avanço, de segurança, de mais consciência quando, em realidade, estamos sendo aprisionados, tornados escravos. Esse é um cuidado que devemos ter.
Alguém nos pergunta se a atividade dos hipnólogos que fazem regressões e até projeções, se isso também pode afetar o trabalho.
Um hipnólogo pelo menos tem certa responsabilidade clínica, certo compromisso ético. O trabalho dele não difere muito do trabalho de inconsciência que nós mesmos fazemos todo dia, onde nós mesmos repetimos coisas a nós mesmos. Em alguns casos, essa hipnologia clinicamente aplicada até pode ajudar; não digo ajudar alguém que está no caminho, obviamente. Isso serve para as pessoas comuns e correntes, assim como um extraterrestre não levaria um disco voador numa oficina mecânica de automóveis para consertar; é claro que alguém que está no caminho, que está trabalhando corretamente sobre si, não vai lançar mão, utilizar um hipnólogo. Isso é um contra-senso; nesses casos um hipnólogo não pode ajudar; nesses casos eventualmente o hipnólogo pode receber ajuda.
Alguém pergunta sobre a que se deve a falta de memória.
A falta da chamada memória funciona colocando-se consciência; para responder objetivamente diria que a falta de memória é falta de consciência. Porque tudo que fazemos conscientemente não é esquecido. Agora também é claro que existem deficiências cerebrais, por exemplo, e aí seria um fator kármico. Existe uma dieta que já ensinamos para aqueles que querem recuperar sua memória, especialmente sua memória onírica. É seguir uma dieta de frutas cítricas, mel puro e amêndoas, especialmente nozes. Isso produz, fornece ao corpo humano a matéria prima necessária para ele processar os elementos para otimizar a memória.
Alguém nos questiona ou pergunta que se no meu processo de decepção e amarguras, se nesses momentos não aproveitei para descobrimentos em relação a determinado defeito, e se esses mesmos momentos de decepção e amargura voltaram a repetirem-se para me ajudar.
Nisso eu não vou dizer que levei uma vantagem, mas simplesmente posso dizer, sem me equivocar, que desde um começo entendi claramente qual era o objetivo da doutrina gnóstica, qual era o objetivo do ensinamento do Mestre Samael; isso entendia claramente. Mas entre ter entendido isso e poder cristalizar essa realidade ou esses princípios em mim mesmo, evidentemente, passaram-se muitos e muitos anos. Porque uma coisa é você saber a direção a seguir, uma coisa é você até conhecer o caminho; outra coisa é você pôr-se no caminho e caminhar efetivamente; é quando você caminha que você descobre se o sapato foi adequado, se de repente não escolheu o calçado errado, se o caminho eventualmente tornou-se mais pedregoso ou mais lamacento, se tuas forças não foram ou não são equivalentes às forças daqueles que vieram abrir os caminhos para nós; aí é no dia-a-dia. Agora também estou muito seguro em dizer o seguinte: agradeço imensamente cada decepção e amargura, cada evento nesta vida que me levou a olhar para dentro de mim mesmo e buscar respostas mais e mais profundamente, isso sim.
Para aqueles que talvez não saibam caminhar a não ser mediante os processos dolorosos, sem dúvida alguma, a vida, o dia-a-dia, é um grande mestre. É um caminho muito lento, é verdade, mas é um caminho também que forja um caráter, um temperamento, uma disciplina que resiste uma eternidade inteira, isso é verdade. Resultado rápido é muito bonito e nós mesmos acompanhamos os processos de algumas pessoas que caminharam rápido. Uns caminharam rápido por méritos de vidas anteriores, outros porque tinham afundado o bastante para então se levantarem rápido; há de tudo nessa via iniciática.
É evidente que o avanço nessa via iniciática, além de exigir toda a dedicação às práticas, também está atrelado ao karma individual. Vale dizer: enquanto o Pai não autoriza, o que se dá através da Lei Divina, você fica numa fase preparatória. Esta fase preparatória pode durar dez, quinze, vinte anos [ou mais]. A minha chegou a quase trinta anos; então, quanto mais denso nosso passado, quanto mais besteiras fizemos em vidas anteriores, maiores purificações são exigidas agora no momento presente.
Tudo isso é relativo; é por isso, então, que o Mestre Samael dizia: "faça boas obras às toneladas", porque se você tiver um capital cósmico isso vai te ajudar na hora de você caminhar; pelo menos você consegue comprar uma água de coco ao longo do caminho nas barraquinhas que tem por aí, ou seja, de vez em quando você tem algum refresco, se tiver dinheiro para comprar. Senão tem que se virar como pode, como dá, com aquilo que se tem.
Em nenhum momento nesta vida senti decepção com o caminho, com a obra, com a Loja Branca, com a Lei Divina ou com a doutrina do Mestre Samael. Isto estou seguro em dizer que nunca, porque sabia desde o começo que as deficiências eram minhas; eu tinha que superar. Nesse caso, como cada um de nós aqui presente tem suas deficiências, seus erros, seu passado, suas limitações e tudo isso precisa ser superado com paciência, dedicação, é evidente que nenhum Mestre da Loja Branca poupa o estudante, o discípulo, de viver suas experiências. Eles até poderiam fazê-lo: “Ah... vem cá meu filho, vou te poupar de todos os sofrimentos do mundo". E daí? Isso é como um Pai superprotegendo seus filhos, dando-lhes do bom e do melhor de mão beijada. O filho vai crescendo na opulência, na facilidade; e se algum dia tiver que enfrentar um revés qualquer não terá força, sabedoria, disciplina para isso; não terá o poder da vontade forjado na batalha como se diz, pela vida, para enfrentar isso.
Se estudarmos a própria vida do Mestre Samael, observamos e sabemos disso, ele nasceu em uma família aristocrática; o pai dele era um homem de posses, uma família classe média superior, pelo menos, naquele tempo. Ele, por si mesmo, decidiu sair de casa, andar a pé de cidade em cidade de seu país para impor-se uma disciplina; e se não tivesse feito isso não teria se tornado o Avatar de Aquário. Como mensageiro dessa Era, enfrentou as mais severas provações, traições, abandonos, perseguições de toda sorte. Somente alguém forjado na luta da vida pode enfrentar tarefas como essas. As enfermidades também fazem parte dessas provações.
Como história pessoal, eu afirmo a vocês que durante quatorze anos sofri de processos ulcerosos no estômago e simultaneamente, por outros doze anos, de cálculos renais e de tanto ir e vir a clínicas e hospitais, tornei-me um mestre das pedras, um senhor das rochas, como se diz, fazendo litotripsias e outras coisas mais. No entanto, quando surgiam essas crises, utilizava-as justamente parta treinar ou praticar não só a resistência à própria dor, mas como também elemento de purificação. Aprendi e aprendemos todos nós, com o Mestre Samael através de sua frase, sua expressão que diz o seguinte: "o karma é o grande remédio".
Se sofremos tudo isso é porque fizemos por merecer em vidas anteriores e hoje fomos informados ou sabemos exatamente o que fizemos em vidas anteriores. Certamente esses pequenos sofrimentos desta vida foram apenas uma pequena amostra de tudo aquilo que de errado, que equivocadamente fizemos anteriormente.
Ninguém, nenhum de nós, sofre de uma enfermidade ou tem um revés econômico, nasce na pobreza e sua vida econômica e financeira vai mal, anda mal sem motivos; tudo isso tem razão, tem motivos. Outros, por exemplo, tem um dharma grande; tudo dá certo, a vida é boa, tem boa casa, bom carro, bom dinheiro, uma boa família, tudo funciona bem; mas em compensação não conseguem aprofundar sua consciência porque não tem desafios. Ficam sendo levados para lá e para cá como folhas ao vento.
Tudo na vida tem uma finalidade e um propósito. Temos de descobrir a nossa relação com os acontecimentos que nos alcançam e aprender a viver de acordo, com sabedoria, cooperando com a Lei Divina, com nosso karma, com aquilo que devemos cumprir.
Outra pergunta questiona se há tempo para o resgate de almas verdadeiramente afundadas no abismo.
Tempo há porque a consciência não está atrelada ao tempo; consciência é consciência; podemos dizer que por isso dá tempo. Agora, na vida prática, as pessoas estão tão motivadas nas suas ilusões que felizes vão descendo os nove círculos infernais. É aquilo que o Mestre Samael diz: "aquele que entra no abismo acha que está indo cada vez melhor" e não quer mudar de vida obviamente; então temos de deixar. Os Mestres deixam, respeitam as decisões de cada um.
Existem os sinceros equivocados, especialmente desses é que precisamos cuidar, fazer esforço para acordá-los ou resgatá-los. Aqueles que já tomaram sua decisão nada mais há a fazer, temos de esperar. Na pior das hipóteses, daqui a alguns milhares de anos eles saem limpos, livres e purificados do outro lado da matriz purificadora do sistema solar [do nosso planeta].
Alguém pergunta se há um jeito de levar algum esclarecimento de nós para nós mesmos de uma encarnação para outra.
É claro que sim se você despertar a consciência; isso é o mais normal do mundo; só não levamos coisas de uma vida para outra hoje porque estamos adormecidos; por isso o Mestre Samael sempre insistiu na necessidade de despertar urgentemente a consciência; mas nosso estado é tão lamentável que demoramos muitíssimos anos para darmo-nos conta dessas verdades elementares.
O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada ao vivo dia 28.03.2007, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha. Copydesk: Wagner Spolaor
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