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CONFERENCIAS 2007 II - FALSOS MESTRES, FALSAS DOUTRINAS |
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FALSOS MESTRES, FALSAS DOUTRINAS
Autor: KARL BUNN *
Caros amigos, não temos certeza se este trabalho aqui, neste canal, terá prosseguimento no ano que vem [2008]. Então, de agora em diante, gradativamente, iremos fechando os [últimos] temas com o objetivo de deixá-los gravados em áudio e em textos transcritos, para consultas e referências [aos novos que chegam...]
Como já vínhamos expressando, não há mais o que falar; existe agora o que fazer. Se ficássemos por aqui indefinidamente nos tornaríamos demasiadamente repetitivos; além disso, 2008, cabalisticamente, é o ano do “giro da roda”. As coisas realmente começarão a se precipitar a partir do ano que vem... Então, aqueles que tinham que se decidir por alguma coisa já se decidiram; aqueles que não se decidiram, certamente não se decidirão, e isso não nos diz respeito. Os que tínhamos que avisar, já foram avisados. A partir de 2008 estarão por conta...
Pois bem, dentro desta perspectiva, e como um último aviso final, denominamos o tema desta noite de: Falsos Messias, Falsas Doutrinas.
Já tratamos desse mesmo assunto n’outras ocasiões porém não de uma maneira mais focada como faremos hoje. Nosso objetivo hoje é detalhar este assunto; os tempos finais exigem cuidados redobrados...
Isso, inclusive, está escrito nos evangelhos: que por esta época – [que] estamos vivendo agora – muitos falsos messias se apresentariam pelas cidades do mundo... Sem dúvida, assistimos um grande comércio religioso, um grande comércio esotérico. Não há dúvida que se há comércio, não pode haver verdade, não pode haver transcendência, não pode haver nada nesse sentido, porque uma verdadeira doutrina não se presta a isso e nenhum verdadeiro mestre comercializa sua doutrina.
Buddha não fez assim, Jesus não vendeu nada, o Mestre Samael Aun Weor também não fez da sua doutrina um negócio. Nenhum dos enviados, mensageiros e avatares fez comércio... Nenhum deles desceu a este mundo para fazer do ensinamento ou da mensagem que tinham para dar um negócio pessoal ou de fam ília. Por conseguinte, onde há comércio não pode haver verdade. Daí que, justamente, temos que multiplicar os cuidados na hora de ouvirmos, ou abrirmos a nossa mente ou nossos sentidos a uma doutrina ou a um ensinamento.
Ao longo de 2007 alertamos sobre a delicadeza de todo este processo. Porém, na vida prática, temos observado que muitos que ouviram ou receberam não só este apelo mas também que se inteiraram da obra, da mensagem do Mestre Samael, onde ele insistentemente avisou e alertou, ainda assim, apesar de todo esse esforço ou estas tentativas, muita gente continua com um pé aqui e outro ali, uma mão cá e outra lá.
Muitos partem do princípio de que quanto mais escolas freqüentarem mais rápido será o seu avanço espiritual; nada mais falso do que isso! Quanto mais escolas freqüentarem, quanto mais livros ou literatura absorverem, mais confusos ficarão, mais superficiais serão e mais tempo perderão alimentando a mente, o intelecto, o “burro”, por assim dizer - aquele mesmo burro que Jesus montou ao entrar em Jerusalém.
Portanto, o que que vem a ser uma falsa doutrina?
Entendemos que uma falsa doutrina é aquela que visa ao comércio, aquela que predica falsos valores, aquela que ensina fantasias, teorias, que enfatiza promessas, que não dão uma metodologia concreta para se chegar a um lugar, não apresentam um sistema capaz de levar cada um a experimentar por si mesmo aquilo que é falado ou ensinado.
Dentro do rol das falsas doutrinas, e conseqüentemente, das falsas escolas, o objeto de venda, o sonho a ser vendido, é o paraíso, a salvação da alma, o resgate. Para tanto, vale tudo: promessas de riqueza, insinuações, encantos, seduções e sistemas de aprisionamento e também interpretações literais da letra morta dos livros sagrados...
As falsas doutrinas utilizam única exclusivamente o intelecto e a mente como meio de investigação; ou então, quando usam um outro meio de pesquisa e investigação, são os meios da falsa consciência; utilizam agentes enteógenos que ampliam as sensações psíquicas ou as sensações que nos são dadas ou recolhidas do mundo exterior, ou do mundo interior, pelos cinco sentidos, incluindo a mente. E com isso acreditam que possuem um sistema válido de pesquisa e investigação... E nada mais falso do que isso!
Para a Gnose, o único sistema válido de investigação e pesquisa é a consciência desperta. A consciência desperta é uma consciência iluminada ou que gradativamente vai se liberando dos elementos subjetivos. O que que são esses elementos subjetivos?
Em Gnose, esses elementos são conhecidos como egos. O que que vem a ser um ego?
O ego é produto ou subproduto da mesma mente; o ego foi criado pela mesma mente durante nossas existências. O ego é um resíduo existencial que, com o tempo, ganha força e independência dentro do nosso próprio universo mental à custa de repetir[mos] certos padrões, certos comportamentos, certos vícios, certos hábitos, certos pensamentos, certas sensações, certos sentimentos... Tudo isso vai gerando o que em gnose denominamos de “egos”.
Com o tempo esses subprodutos da mente se tornam parte integral da própria mente, obscurecendo a mente original e pura que um dia tivemos, quando ganhamos corpo humano pela primeira vez. Hoje, decorrido todo o ciclo de vida que nos foi assinalado, nossa mente já não é mais “a” mente; transformou-se em “muitas mentes” que brigam e disputam o pouco de consciência que restou.
Então, as falsas doutrinas – como os falsos messias – circulam em torno disso. Não saem da esfera do ego, não saem da esfera da personalidade, não saem da esfera da mente. Hoje, nem remotamente, temos idéia do que que é uma consciência liberada. Há muito esquecemos o que que vem ser um pensamento não racional, ou aquilo que o Mestre Samael dizia: a melhor maneira de pensar é não pensar; ou: pensar é diferente de raciocinar.
O raciocínio é do intelecto. A mente não raciocina; ela, em si mesma e por si mesma, é um veículo passivo, é um veículo de recepção de idéias ou de arquétipos ou de símbolos de esferas superiores à própria mente. Então, quando nós nos prendemos à escolas ou nos filiamos à escolas, sistemas, mestres etc., que se valem única e exclusivamente do intelecto, que não ensinam, não passam aos interessados um sistema de redenção ou de liberação, certamente aí temos uma doutrina kalkiana, ou seja, uma doutrina de personalidade, uma doutrina que não cumpre a missão maior, que é a de nos levar à nossa própria origem ou nos colocar em contato conosco mesmos.
Hoje em dia, quando se falamos de “colocar alguém em contato consigo mesmo”, isso é entendido como “o ego entrar em contato com o próprio ego” ou “a mente dar se conta da própria mente”. Em Gnose não existe esse sentido; em Gnose, quando é dito que “devemos buscar o reencontro conosco mesmos”, queremos ir para esferas mais elevadas [profundas] de consciência, até nos encontrarmos com a nossa própria origem [o Deus Interior].
O fenômeno do reencontro ou da fusão ou da unificação do que somos é a nossa verdadeira realidade interior que não pode ser racionalizada. Isso precisa ser vivido... Alguém pode até descrever os passos para isso ocorrer, ou para alguém lá chegar, mas isto não basta, isso não é suficiente! Muita gente se contenta apenas com isso, com a descrição do caminho. Mas a Gnose, não! A Gnose é exigente! Cada um precisa “viver” essa realidade, precisa chegar à sua própria origem ou àquilo que denominamos de “Ser”.
Voltamos à questão: o que que é uma falsa doutrina?
A falsa doutrina, qualquer falsa doutrina, sempre envolve comércio e também falsos valores... O que que são os falsos valores?
São os valores da mente, do intelecto... Como é que podemos distinguir um intelectual de um verdadeiro mestre, de um avatar ou de um enviado, se hoje, não temos mais capacidade de reconhecer o falso do verdadeiro?
Bem difícil, realmente! Facilmente somos atraídos e seduzidos pelo falso brilho; confundimos o brilho com a luz, sendo que o brilho é um reflexo da luz... Costumamos olhar o dedo que aponta e não a direção que é apontada ou o objeto que é apontado... Por isso, se efetivamente queremos cair fora dessas esferas de influências de falsos messias, escolas e doutrinas, temos que aprender a: rapidamente buscar a sabedoria, o conhecimento, a luz e a consciência por nós mesmos. Para isso é preciso trabalhar, fazer práticas esotéricas especiais!
De que serve, por exemplo, a Gnose apresentar todo um sistema concreto de vida, todo um sistema prático de vida se não o vivemos? Isso se aplica a outras doutrinas, inclusive doutrinas do passado... Não é que essas doutrinas [do passado] fracassaram no seu respectivo tempo. Cada doutrina, trazida a este mundo, cumpriu o seu propósito...
Parfa cada novo enviado, profeta, avatar ou mensageiro, alguns indivíduos obtiveram sua liberação vivendo e praticando os princípios dessa doutrina. Então, a doutrina em si, cumpriu a finalidade...
Pode não haver convertido milhões, isso é fato! Mas isso não se deve à doutrina; isso se deve à nossa decisão pessoal de escolher as coisas que este mundo oferece. Nós sempre preferimos os brilhos, os reflexos enganosos, do que a luz verdadeira. Isso tem sido uma constante ao longo da história da humanidade...
Todo aquele que acena com o Paraíso, especialmente em troca de dinheiro, está vendendo uma falsa doutrina, está vendendo uma projeção, está vendendo uma fantasia, está projetando um sonho que não tem nada a ver com a realidade!
Pois bem, quais são as características ou o que podemos encontrar no âmbito dos falsos mestres, ou seja, daqueles que ensinam as falsas doutrinas?
Quando usamos aqui a palavra “mestre”, não queremos dar especificamente o sentido gnóstico dessa palavra. “Mestre”, de um modo geral, numa concepção ampla, é todo aquele que ensina. Um pastor evangélico, para sua comunidade, é seu mestre espiritual. Antigamente, o patriarca era o líder, o líder político, o líder espiritual; era o responsável por tudo que acontecia na sua comunidade ou na sua tribo ou na sua cidade, dependendo da amplitude do que estivermos falando.
Hoje, falsos mestres são desde aqueles que mantêm pequenos espaços esotéricos, usados para um negócio pessoal – e aí certamente entram todos os consultórios de tarô e outras “mancias” e também as “astesias” etc., etc. até aqueles que prometem alinha chakras, ativar kundalini ou despertar poderes ocultos.
No sentido amplo, “mestre” é todo aquele que ensina, que instrui... Se ensina a verdade a lei o premia; se ensiona mentiras e falsidades, a lei o cobrará pelas almas que desviou... De tudo há neste mundo: magos brancos e magos negros; poderes da luz e poderes das trevas, e reconhecer um do outro, também é um grande desafio que temos pela frente...
Aqui, alguns elementos que caracterizam falsos mestres: falsos mestres ensinam teorias alheias sem experimentação própria; ensinam conceitos onde não há profundidade. São apenas recompilações e repetições de idéias já falsificadas anteriormente por outros e fazem isso sem saber que é deturpação... Falsos mestres ensinam de tudo um pouco, mesclando sistemas de escolas brancas e negras sem se dar conta disso [porque ignora....]
Todos os dias chegam aqui convites para participar de seminários e eventos para fazer alinhamento de chakras, despertar kundalini, ativar a mercavá, abrir a clarividência, dar saltos quânticos, penetrar na quarta dimensão, garantir a salvação e o resgate através de naves comandadas por grandes comandantes estelares que acabam de inaugurar um novo portal codificado sob misteriosos números como 11:13, 20:12, 20:18, e assim por diante... Também estão por aí aqueles que ensinam magia negra...
A magia negra tem muitas ramificações e formas... Magia negra, genericamente, se caracteriza por tudo aquilo que maneja forças e poderes da natureza para obter riqueza pessoal, benefícios pessoais ou com fins egoístas. Também, dentro da magia negra, estão simples procedimentos como concentração mental e trabalhos ritualísticos para obrigar uma outra pessoa a deixar de fazer algo ou a fazer algo; deixar de gostar de algo ou passar a gostar de algo ou de alguém. Magia negra é violência contra o livre arbítrio das pessoas; é também violência contra a natureza; é também a realização de sessões mediúnicas, com ou sem ionvocação de mortos...
Enquadram-se aí também os predicadores possuídos... os arautos e canais que se deixam possuir ou serem usados por entidades tenebrosas que se fazem passar por Jesus Cristo, Buddha e Mestres autênticos da Loja Branca, dando aí doutrinas e ensinamentos totalmente deturpados... Enquadram-se aqui as milhares de tulpas e egrégores que existem no mundo astral e no mundo da mente, criados – ou intencionalmente, ou inconscientemente – por adoradores de personalidades... Por aí existem falsos Mória’s, falsos Saint Germain’s, falsos buddhas Lantos e por aí segue... Até falsos Samaéis já descem ou são canalizados em pseudo-escolas gnósticas...
Não podemos nem devemos esquecer o xamanismo degenerado dos tempos atuais, onde se mesclam doutrinas verdadeiras com fenômenos de falsa consciência. Enfim, como vocês podem perceber, é imensa a variedade de falsos predicadores, de falsas doutrinas, de falsos porta-vozes, de falsos messias, de falsas escolas e falsos mestres. Milhões e milhões se deixaram aprisionar nesses sistemas e escolinhas. Nem as fileiras gnósticas foram poupadas... Autênticos zumbis guiam centros gnósticos hoje em dia se anunciando ou se fazendo passar por autênticos Mestres da Loja Branca, engasnando a milhares de estudantes inconscientes mundo a fora... O pior é que não há como acordá-los ou despertá-los do hipnotismo em que vivem...
A única doutrina verdadeira é aquela que nos leva até nosso Pai, ou seja, até a nossa Origem. Aqui mesmo, neste canal [Paltalk], n’outras ocasiões repetimos ou dissemos sistematicamente que, neste momento, no mundo, a Gnose é a doutrina que ensina este caminho de volta. O criador da Gnose contemporânea foi o último avatar ou o último enviado do Alto para trazer uma doutrina capaz de nos levar de volta à nossa casa, de nos redimir, por assim dizer, desse mundo, por nos liberar das coisas dessa existência.
A Gnose é autêntica doutrina iniciática... Nosso objetivo é um só: acordar as pessoas, motivar as pessoas a olharem para si mesmas, olharem à sua volta, fazerem um exame de consciência, fazerem uma tomada de consciência, fazerem um balanço de sua vida ou de suas vidas, e começarem o caminho de volta...
É evidente que se estamos felizes com a nossa vida física, se estamos felizes com nosso atual nível de vida sentimental, amorosa, profissional, econômica, política, espiritual – nenhum esforço faremos para modificar nada, porque achamos já termos aquilo que queremos. Porém, alguns, mesmo tendo uma vida mansa, ou seja, uma vida materialmente, profissionalmente ou economicamente estável, resolvida, continuam com o vazio dentro de si, com inquietude ou inquietudes. Isso traduz e mostra uma insatisfação, mostra e revela que há algo faltante; algo falta, algo precisa ser buscado, preenchido.
Muitos nessa busca saem por aí de escola em escola - e é normal que no começo da busca se proceda desta maneira. Mas agora, já no final do ano 2007, quase que entrando no ano 2008, já não temos mais tempo para sair buscando... Já atingimos o tempo da decisão, aliás, já passamos, inclusive, do tempo de nos decidirmos por algo. Se, ainda não nos decidimos por nada concreto, não vai ser no ano que vem que vamos nos decidir...
Aqui mesmo alertamos muitas vezes: o Tribunal da Lei do Karma fecha suas portas para negociações no final deste ano. Não haverá mais composições kármicas para o ano que vem; cada um ficará por conta. Não falamos isso em um sentido de ameaça; muita gente toma e recebe os avisos como ameaça. Bem, não importa muito, para nós não faz diferença; se quiserem tomar isso como fatalismo, que tomem; se quiserem tomar como aviso, benditos sejam. Pelo menos, se levarem a sério, farão algo em seu próprio favor...
Portanto, quando aqui falamos em retorno à casa, retornar ou voltar à nossa própria origem, estamos falando de forma clara da Via Iniciática. A Via Iniciática em si é uma só. Ela tem muitas nuances; existem tradições orientais e ocidentais, do norte e do sul, em relação à Via Iniciática. Mas o Caminho Iniciático, em si mesmo, em essência, é um só.
Sem dúvida alguma o Caminho Iniciático não é o catolicismo, não é o protestantismo, não é o evangelismo, muito menos é o budismo pop desses dias. E, certamente, também não é a gnose degenerada ou essa gnose de falsos mestres que por aí se anunciam como sendo “continuadores”, “reformadores” ou “unificadores” da doutrina deixada pelo Mestre Samael. Nada mais falso, nada mais mentiroso do que tais afirmações...
Meus queridos amigos, não existem continuadores, não existem dentro da gnose. Jesus não deixou sucessores; ele capacitou 12 apóstolos e os mandou pregarem por todo o mundo, e eles saíram e pregaram pelo mundo, por sua conta, não como sucessores oficiais de uma igreja criada por Jesus. Mesmíssima coisa ocorreu com o Senhor Buddha. O Senhor Buddha tinha um discípulo dileto, vamos assim dizer, como Jesus tinha em João o seu discípulo dileto... Mas não os fez sucessores, nem herdeiros...
Na gnose atual, o Mestre Samael teve alguns estudantes ou discípulos a quem ele estimava muito. Mas não foram e não se tornaram seus continuadores; não foi feito nenhuma procuração em cartório; não foi escrito nenhuma carta; não foi deixado nenhuma nomeação para sucessão. Nem a família do Mestre Samael foi nomeada herdeira ou sucessora... Quanto mais gente de fora...
Hoje, espalhados pelo mundo, existem dezenas, centenas ou até milhares de centros ou escolas gnósticas. Muitas delas, infelizmente, se tornaram autênticas redes comerciais; outras podem não ser tão comerciais assim à primeira vista, mas existe todo um processo de manipulação: manipula-se a nomeação de “mestres”!
Não vamos dar aqui nenhum nome de nenhuma escola e de nenhum desses falsos mestres que estão por aí porque não nos referimos e não queremos nos referir à pessoa de ninguém. Queremos nos referir às características da ação e da conduta destas mesmas escolas e pessoas. A tarefa de separar o falso do verdeiro é de cada interessado. Damos aqui as características para que cada qual faça sua escolha, se é que tem interesse nisso. Se não lhe interessa saber com quem anda, escolha pessoal de cada um. Nosso dever sagrado é alertar e avisar. A decisão final fica por conta de cada interessado... Uma escola verdadeira não vai querer aprisionar nem manipular ninguém; ela ensina as características que precisam ser ensinadas e deixa o interessado livre para se decidir...
Portanto, meus amigos, dentro deste Caminho Esotérico, dentro desta Via Iniciática, não é o mundo o caminho, não são as religiões confessionais e tradicionais que aí estão o Caminho; muito menos são as universidades, nas quais ganhamos um diploma profissional; também, o Caminho não é a ciência ou a filosofia... O Caminho Iniciático, o verdadeiro caminho, a verdadeira Senda do Fio da Navalha, não está no xamanismo degenerado dos tempos atuais. Também não pode ser encontrado nos comportamentos ou nos vícios mundanos dos dias atuais.
O Mestre Samael dizia que a Via Iniciática ou a Iniciação é a tua própria vida, vivida retamente. Viver a vida retamente não tem nada a ver com moral, nem com costumes, nem com a questão de ser um bom cidadão, segundo rotula o mundo. Viver retamente não é ser bonzinho... Mas sim, é conduta reta, é cumprimento do dever sagrado; é viver de acordo com a vontade do próprio Pai; é fazer a vontade do Pai; é seguir a Lei, a Lei Divina, como se diz. Obviamente, que viver retamente, então, significa cumprir a Lei...
E as pessoas se perguntam: - Mas se eu estou adormecido neste momento, como é que eu sei qual é a vontade do Pai ou qual é a vontade da Lei Divina?
Tudo o que se refere à Lei Divina ou à vontade do Pai, já foi escrito, já foi trazido, já foi anunciado aos quatro cantos do mundo nestes 18 milhões de história humana, desde a queda na Lemúria. Moisés trouxe os 10 mandamentos; Confúcio trouxe muitos preceitos de ética; Krishna nos deu a sua doutrina; Hermes Trimegisto deixou-nos um legado valioso e portentoso no seu tempo, no antigo Egito; reis divinos estiveram na terra e deixaram seus legados; o Senhor Buddha veio ensinar a compaixão; Jesus, o Cristo, deixou sua doutrina; e agora, em 1950 ou desde 1950, Samael Aun Weor escreveu mais de 60 livros, justamente, dando uma idéia de conjunto de todos esses preceitos antigos e modernos.
Cabe a nós, como estudantes, como buscadores, conhecer isso, e estudar! Conhecer não no sentido de quem compra um jornal para se atualizar das notícias do dia! Os livros, as leis, os tratados herméticos, esotéricos, espirituais, transcendentais, não são leitura de final de semana, não são leituras de entretenimento. São estudos; são reflexões; são materiais para profundas reflexões, com vistas a mudar a própria vida; [mudar] a forma de viver, para depois encarnar os princípios da vida reta.
Todo aquele que vive retamente vai se aproximando da sua própria Origem, do seu próprio Pai, do seu próprio Ser. No tempo devido, acontece ou lhe é dada sua própria Iluminação. Uma vez que alguém alcança a Iluminação, dá um grande passo. Não vou dizer que se torna absolutamente independente, porque ninguém no universo é absolutamente independente. Todos nós interdependemos; sempre temos alguém que nos instrui em algo novo. Sempre há alguém, seja humano, seja divino, que nos inicia em uma esfera mais avançada ou em uma esfera mais elevada. Aqui, em nosso mundo, nós contamos a graduação escolar por anos que freqüentamos uma instituição de ensino; aí dizemos, 1º Grau; 2º Grau, 3º Grau, Mestrado, Doutorado, Pós-Doutorado etc. Lá em cima, ou no mundo dos deuses, se diz: Lanu, Chela, Arhat [ou Arahant], Buddha, Adepto, Mestre, Mestre Perfeito, Mestre Ressurreto, Cristificado e depois há outros níveis de graduação, porque todo Cristificado, a partir daí, desenvolve outras características que nem remotamente podemos fazer idéia ou ter idéia.
Então, meus amigos, se desde agora não nos decidirmos firmemente em fazer algo, é claro que a roda vai girar. 2008, somado cabalisticamente é 10, é o ano do giro da roda. Desce o mundo todo, sobem alguns... Uma vez que a larga maioria da humanidade escolheu Mamon, escolheu o príncipe deste mundo, escolheu o anticristo, tornou-se um servidor do anticristo, um adorador do anticristo, então, vai descer. Bem poucos, talvez alguns poucos milhares, escolheram o caminho da liberação, o caminho da chamada rebeldia psicológica. Então, é evidente que, quando a roda girar, bilhões descerão e só alguns poucos irão subir...
Até aqui nossas palavras iniciais desta noite... Ficamos agora à disposição para as perguntas que quiserem apresentar dentro deste tema ou relacionado a este tema, para que possamos então aprofundar aqueles pontos que não foram devidamente expostos, e assim termos uma maior e mais clara compreensão.
PERGUNTAS & RESPOSTAS
P.: No livro do V.M. Samael, Logos, Mantra e Teurgia, ele fala que o Yagué, se for tomado diariamente...
R.: Bom... Aí já temos a primeira discordância: não está escrito neste livro “tomado diariamente”! Jamais essa palavra “diariamente” foi introduzida ou escrita neste livro. O “diariamente” fica por conta de alguém que colocou isso aí, diabolicamente, para desviar, e alterar, e adulterar a doutrina do Mestre Samael. Mas prossigamos...
P.: ...o estudante gnóstico pode adquirir a faculdade de desdobramento astral consciente. Depois de um certo tempo tomando, ele iria adquirir esta faculdade, pois ele a perdeu. O que você acha disso?
R.: Acho exatamente o que disse agora; conheço esta obra e conheço todas as obras do Mestre Samael onde ele fala das chamadas plantas de poder. E também consta que o Mestre Samael, no caso do peiyote, recomendava única e exclusivamente durante toda a vida, somente 3 experiências e ainda assim na companhia de um Mestre desperto. Bem verdade que nos livros escritos na década de 50 pelo Mestre Samael, ele jamais recomendou nesse sentido que hoje entendemos; ele mencionou, sim, dizendo sempre que: “os indígenas do amazonas [não os gnósticos], quando queriam ter uma determinada experiência faziam uso dessa planta. Jamais falou que os pagés e os xamans tomavam isso diariamente... Esta recomendação foi feita na década de 50, mas jamais foi retomada, repetida, nas décadas seguintes. [Pois] Se efetivamente o Mestre Samael quisesse ensinar o caminho do yagué, ele teria ampliado o tema do yagué. Mas ele abandonou por completo este tema na seqüência. E estou bastante consciente de que ele sugeriu isso apenas como uso muito restrito, muito limitado, tal qual ele fez com o peiyote; três experiências na vida. O que se criou a partir daí foi toda uma doutrina de pessoas interessadas em outras coisas, e até mesmo em adulterar o sentido original dado pelo Mestre Samael, nos começos da gnose. Isto é o que me consta e por isso o afirmo.
P.: Quais as seqüelas que se apresentam a quem tomar isso todos os dias?
R.: ... Se torna escravo do elemental, simplesmente. Perde vitalidade; o seu corpo vital desaparece. Quando eu encontro uma pessoa que faz uso do yagué, com um simples olhar eu já sei que ela toma yagué, porque o seu corpo vital é morto. Praticamente não tem energia; essa energia é vampirizada. Então, como pessoas que se utilizam desses elementos podem almejar e falar em auto-realização? Ou ainda querer praticar transmutação sexual, sendo que sua energia foi contaminada pelos abusos, no caso, dessa bebida. Mas é claro que a energia sexual também é contaminada pelos abusos de qualquer outro elemento. Pessoas que tem dietas pesadas, têm uma péssima energia. Que transmutação vão tirar daí? Pessoas que tem pensamentos baixos? Isso afeta a energia sexual, o Hidrogênio Si12 dessas pessoas. E se aplica a praticamente tudo, porque a energia sexual é a quintessência de tudo aquilo que nós comemos, daquilo que nós bebemos, daquilo que nós pensamos, daquilo que nós sentimos, e daquilo que nós vivemos, ou a forma como nós vivemos.
P.: Qual deve ser a nossa posição perante essa quantidade enorme de “veneráveis mestres” que têm surgido na internet, entregando os três fatores, de forma aparentemente gratuita?
R.: Meu querido amigo, digo a você: fique longe, passe longe, fique distante, e estude as obras originais do Mestre Samael. As obras originais, como você sabe, foram escritas em espanhol. As traduções que tem no Brasil, algumas delas, são apenas más traduções, mas outras foram intencionalmente alteradas. Então, como quem chega agora não sabe quando se trata apenas de uma má tradução e quando é uma que foi efetivamente adulterada, fica difícil. Então, recomendamos baixar as obras originais de um site; só recomendamos um site, para baixar essas obras, porque conhecemos as pessoas que fazem esse trabalho. E está aí, na tela, o link [ www.gnosis2002.com ] para este site. Aceita a sugestão, se quiser, é claro.
P.: E quem não está com ânimo, e quase entrando em depressão por não conseguir mudar a sua conduta...?
R.: Eu diria o contrário: você está entrando em depressão justamente por causa da sua conduta atual [anterior]. Você não estaria em depressão se não tivesse a atual conduta [que vem do passado]. Por que o ambiente não ajuda? Pule fora deste ambiente, meu amigo. Se você está em uma casa, onde existem forças contrárias, você é a vítima. Agora, tem uma realidade que nós não podemos elidir ou fugir: nós estamos encarcerados neste mundo, nós estamos vivendo nesta prisão existencial, e daqui ninguém foge! Esta é a realidade! Então, encare a realidade de frente e comece a fazer a mudança a partir da constatação dessa verdade! Dura, mas real e concreta.
P.: Instrutores pequenos que dão aulas de gnose na minha cidade segundo informações não é confiável... Poderiam esses instrutores serem falsos mestres, profetas, instrutores...?
R.: Olha, minha amiga, o inferno está abarrotado de sinceros equivocados. Um instrutor acaba ensinando uma doutrina desviada, justamente porque não se capacitou adequadamente para ser instrutor. A responsabilidade para se capacitar antes de ensinar é de cada um; tomar os cuidados necessários para ser exato e preciso na hora de ensinar, ser honesto e verdadeiro na hora de ensinar, é responsabilidade de cada instrutor. Se ele não toma estes cuidados, é obvio que, neste caso, ele passa a ser um falso profeta. Não existe problema algum, em alguém chegar e dar uma aula, e dizer: sou fulano de tal, eu estou estudando gnose a “x” tempo. Preparei hoje uma apresentação para vocês, baseado nisso, nisso e naquilo, nos livros do Mestre Samael tal e tal; aqui está a bibliografia. Vocês, por favor, confiram. O que vou apresentar é baseado nos ensinamentos do Mestre Samael. Pode ser que eu não seja feliz em dizer as coisas todas acertadamente, devido às minhas limitações pessoais, mas me esforçarei para levar a vocês o melhor que puder. Então, qualquer instrutor, minimamente sincero e honesto, presta conta ao seus ouvintes acerca daquilo que fala, ou dá o seu cartão de visita. Nós aqui da Igreja Gnóstica sempre tivemos por hábito fazer isso. E nunca nos sentimos envergonhados por admitir a nossa ignorância ou as nossas limitações.
P.: O que acontece com quem comete suicídio?
R.: Acontece o que sempre aconteceu com todo o suicida... o karma se multiplica!
P.: Os falsos mestres podem se apresentar na meditação? E, se apresentarem como combatê-los?
R.: Sem dúvida nenhuma! Não abrindo os ouvidos, nem o entendimento, para os conselhos que eles dão, apenas isso pode ser feito.
P.: Como sabemos quais são os falsos mestres durante meditações?
R.: Há graus e graus de reconhecimento. Primeiro, o mais elementar de todos esses graus é o seguinte: estude bem, profundamente; compreenda bem as bases fundamentais de uma doutrina verdadeira, dos princípios universais, que foram trazidos aqui por Moisés, por Buddha, por Jesus, por Zoroastro, por Hermes Trimegsito, por todos esses grandes luminares da humanidade; Samael Aun Weor é o mais recente. Conheça isso, estude isso, conheça os seus princípios! A partir daí você tem uma base correta, você tem a base de uma conduta reta e qualquer ensinamento que não condiga com isso não pode ser verdadeiro.
P.: Como acordar as pessoas que acham que estão tendo contatos com os mestres dos sete raios?
R.: Bem, meu amigo ou minha amiga, no seu lugar eu não me preocuparia com estas pessoas. Não é nosso trabalho acordar as pessoas; nosso trabalho é dizer a verdade, mostrar o caminho, mostrar a direção, apontar. A partir daí, cada qual decide o que fazer. Porque se nós obrigássemos alguém a fazer algo que não é da sua vontade, se nós como que interferíssemos na sua livre escolha, certamente, essa não é uma conduta reta. Mesmo a pessoa escolhendo, tomando uma decisão ilícita, ou fazendo uma decisão que leve ao ilícito, é o direito dela escolher. Nós não podemos obrigar. Em outras palavras, nós não podemos levar uma doutrina a ferro e fogo! Porque aí, faríamos uma inquisição moderna, e levaríamos muitos à fogueira. Não se trata disso; a Loja Branca não age dessa forma. A Loja Branca dá a mensagem; ela espalha a mensagem. Cada qual escolhe aquilo que achar melhor.
Há uma conversa paralela aqui, entre os presentes na sala, sobre se A, B e C são falsos ou verdadeiros...
Volto a reafirmar e a dizer algo que eu tenho dito aqui algumas vezes ao longo deste ano: nem aqui no Brasil nem fora existe mestre gnóstico autêntico! Não existe nenhuma escola gnóstica com mestres verdadeiros à sua frente em nenhuma parte do mundo neste momento. Tome isso como regra geral... Existem instrutores que têm uma maior ou uma menor capacidade de ensinar, segundo a sua própria vivência; isso pode ser um parâmetro importante, na hora de tomar decisões, nunca se esqueçam disso...
FALSOS MESTRES, FALSAS DOUTRINAS
CONFERÊNCIA GNÓSTICA VIA PALTALK – 02/10/2007
Karl Bunn - Presidente da Igreja Gnóstica do Brasil
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