|
CONFERÊNCIAS 2007 I - FENÔMENOS DE FALSA CONSCIÊNCIA |
|
«VOLTAR
|
FENÔMENOS DE FALSA CONSCIÊNCIA
Autor: Karl Bunn *
O tema desta aula é Fenômenos de a falsa consciência . Qual é nosso propósito com este tema? Primeiramente, passar uma idéia de que somos dotados de dois tipos de consciência. O segundo propósito, com este tema, é justamente tomar consciência positivamente do tipo de trabalho que estamos realizando ou temos para realizar.
Para isso, é fundamental conhecer a diferença ou as diferenças que existem entre o que ensina a Gnose modernamente e o que está disponível a todo mundo e era, então, ensinado nas épocas e tempos que antecederam o surgimento da nova Gnose no século vinte, a partir de 1950.
No mundo de hoje, a falsa consciência, e já entenderemos o que queremos dizer com isso, ganhou tal força, penetração, desenvolvimento, que, para as pessoas, o falso e o verdadeiro são a mesma coisa. Se lemos um livro de auto-ajuda e empolgamo-nos com essa literatura, achamos linda e maravilhosa, somos levados e induzidos a crer que este material é Gnose pura e, no entanto, nada mais falso do que isso, porque esta literatura de auto-ajuda que por aí circula, movimentando fortunas, é apenas voltada para o intelecto, a razão, a falsa consciência, explora os falsos valores, fundamenta-se na mera reprogramação mental e isso não tem nada a ver com a verdadeira, real, autêntica consciência.
Colocado isso, já podemos distinguir claramente que podem-se alinhar dois tipos de escola: aquela que conhece, fundamenta-se na autêntica consciência e tem um conhecimento, uma sabedoria, uma metodologia para trabalhar nos valores da autêntica consciência e o restante das escolas que não passam de mentalismo, racionalismo, ainda que racionalismo esotérico. É onde se encaixa esse esoterismo POP mundial, que não serve para nada, a não ser prender as pessoas em “gaiolinhas” douradas.
É por isso que já de início, devemos estabelecer a diferença fundamental existente entre a proposta gnóstica como escola de auto-realização, que trabalha os valores autênticos da consciência e o resto. Não queremos dizer com isso que, em outras escolas espirituais ou esotéricas que nos antecederam na história, não existam valores positivos, claro que existem, porém na condição atual de criaturas intelectuais, racionais, já destituídas dos verdadeiros valores conscientivos, torna-se bastante difícil de distinguir uma e outra e neste labirinto que forma essas informações, conhecimentos e doutrinas propagadas em todas as partes do mundo pela mais distintas organizações é muito difícil para aquele que chega agora, que é sincero, que está numa busca sincera, verdadeira e real, achar o caminho.
É muito difícil alguém que está perdido no labirinto alcançar o lábaro do templo, o vestíbulo da sabedoria. Se tiver méritos poderá deparar-se com uma escola e instrutor preparados para isso, pode ter méritos, mas pode não ter discernimento suficiente necessário para distinguir aquilo que passa a receber de uma escola autêntica daquilo que conheceu antes e, novamente, pode desviar-se, voltar aos labirintos da falsa consciência e aí se perde definitivamente.
É por isso que o Mestre Samael coloca isso de uma forma muito clara: conhecer a diferença que existe entre o movimento gnóstico e todas as demais organizações existentes por aí. Isso é literal desta obra que tomamos como base para estas conferências, cátedras que é A Revolução da Dialética.
Acima de tudo, e antes de qualquer coisa, precisamos compreender o tipo de trabalho que devemos realizar. Todas as conferências anteriores que fizemos desde o ano de 2005, foram realizadas com esse propósito, lançar mais luzes para que cada qual pudesse elaborasse sua visão e compreensão de todo esse panorama e assim encontrar sua saída.
É evidente que o trabalho é feito por ele mesmo. Quem não trabalha, não anda, não se move, não vai sair do lugar. Continuar abastecendo o intelecto, a razão, a falsa consciência com mais literatura não lhe dará mais consciência ou aumento de consciência. Até, pelo contrário, temos visto e acompanhado que pessoas dedicadas a ler muito a literatura gnóstica também têm perdido-se e desviado-se dos propósitos da própria Gnose, que é despertar a consciência e não alimentar a falsa consciência com informações e dados.
Sobre a verdadeira consciência, em Gnose temos um entendimento muito claro sobre o que é a verdadeira consciência, sabemos que é a essência divina dentro de nós. Esta essência divina é uma fração de nossa alma. Todo ser humano tem uma alma, mas não a possui, não a encarnou ainda, esse “ter uma alma” significa que temos uma parte dela dentro de nós agora. São esses três por cento de consciência que a Gnose diz que cada ser humano tem ao nascer. A própria natureza, o próprio modelo de criação universal deposita no fundo profundo de nós mesmos todos os dados, informações, princípios, códigos, átomos, sementes, possibilidades que cada um de nós precisa para alcançar-se a auto-realização intima do próprio Ser.
O que acontece na vida prática é que, depois de nascidos, bem intencionadamente, colocam-nos numa escola, onde recebemos uma falsa educação, uma educação puramente intelectual, racional, destituída de qualquer valor ontológico, anímico, conseqüentemente, esses valores originais de nossa consciência vão sendo elididos, eliminados, postos em adormecimento, jogados ao fundo profundo do inconsciente à medida que avançamos em idade no tempo, isso é o que denominamos de falsa educação.
Essa falsa educação que só se preocupa com os valores materiais, intelectuais, está cem por cento apoiada nos cincos sentidos, é uma educação na qual não se inclui nada de transcendente ou valores ontológicos, valores anímicos. Nessas escolas, desde o primeiro grau até a universidade com mestrado, doutorado ou pós-doutorado, nos são ensinados valores que nos transformam, ao final, em máquinas de produção e consumo e por aí passamos o restante de nossos anos e dias, apenas produzindo e consumindo, produzindo e gerando riquezas não para a humanidade, mas apenas para grupos minoritários que se alimentam deste processo de exploração humana, que se aproveitam do adormecimento, da inconsciência humana, manipulando todos esses valores, toda essa sociedade para fins próprios.
A proposta gnóstica de despertar os autênticos valores da consciência vai na direção oposta a tudo isso. Não que a Gnose seja contrária a uma educação formal que nos permita trabalhar, ganhar a vida, obter o sustento, ter uma profissão. Neste mundo em que vivemos, construído à forma e semelhança do modelo infernal, temos de fazer o sacrifício de buscar um meio de sobrevivência nesta forma desumana, pois nas sociedades justas esse modelo jamais seria concebido, muito menos aceito, projetado ou sonhado, isso é um pesadelo.
Precisamos despertar urgentemente deste pesadelo, acordar para a realidade da vida, para a verdadeira realidade da vida, para os verdadeiros valores universais. Não nascemos para sermos máquinas de produção, nem para ser consumidores e é nisso que nos transformaram. Já roubaram os valores mais caros que a Divindade depositou no fundo profundo de nós mesmos, sementes, átomos esses que estão à espera de receberem a atenção devida e necessária de nossa parte para sairmos desse estado hipnótico, desse sonambulismo acordado, de cadáveres ambulantes pelas ruas das grandes cidades e efetivamente acordamos, despertamos para a realidade, para a consciência, para a Divindade, para esses valores ontológicos que trazemos sem exceção alguma.
Estamos praticamente fechando um ciclo, esta humanidade está alcançando o seu final. Muito poucos anos temos pela frente, quanto mais pudermos acordar e despertar agora melhor para nós mesmos. O melhor negócio neste momento seria dedicar o tempo que nos resta a fazer emergir de nosso inconsciente estes valores anímicos ou ontológicos do que investir em progressos materiais que não nos levarão a lugar nenhum, a não ser para a escravidão do sistema.
Com isso, queremos dizer que todo processo de adormecimento da humanidade começa quando nos colocam numa escolinha dessas, numa escola para aprender a falsa educação que é voltada ou baseada em falsos valores e para um único propósito: gerar riquezas para serem concentradas nas mãos de alguns e por aí, nesse modelo, vocês podem encaixar, se tiverem paciência de fazer uma análise serena de tudo isso, verão, então, como os governos são manipulados, como a elite política mescla-se com a elite econômica, com a elite da magistratura, perpetuando assim esse modelo social diabólico implantado neste planeta.
É por isso que essa humanidade está para fazer sua transição, a qual se intensificará a partir do ano de 2012. Se quisermos fazer um trabalho sincero, real, profundo, autêntico, verdadeiro em nós mesmos, primeiro devemos reconhecer a condição de adormecidos, máquinas, autômatos. Saber como, quando e de que maneira reduziram-nos a robôs. Tomar consciência de como programaram, amestraram, hipnotizaram-nos e, a partir daí, fazer os esforços necessários para acordar, para sair deste abismo, pesadelo, só assim reconhecendo que essa falsa consciência que nos levaram a construir, inocentemente, com todas as suas teorias, valores, com aquilo que aprendemos, aquelas historinhas, versões históricas, com a participação das igrejas, todas elas sem exceção. Tudo isso fomos aprendendo lá no primário, segundo grau, no terceiro grau.
Devemos acordar, darmo-nos conta de como isso aconteceu, porque nos transformaram numa verdadeira boiada. Isso é um pesadelo, temos de acordar para isso. O que não significa que vamos sair por aí invadindo terras, propriedades, fazendo guerras, armando-nos como se fôssemos revolucionários de arma em punho, isso é outra bobagem, é outra forma de manipulação, de falsa consciência.
Temos de acordar e despertar a autêntica consciência, para os valores divinos que temos dentro de nós, darmos-nos conta que somos uma alma, ou parte dela, que vive dentro de um corpo e que por ignorância, desconhecimento, inocência, fomos transformados nesta triste condição que ostentamos hoje.
A Gnose ensina claramente que devemos eliminar completamente, erradicar definitivamente esta consciência falsa para que permaneça em nós somente a verdadeira consciência, a consciência superlativa do Ser, os valores ontológicos, os princípios de alma, a verdadeira hominidade, que foi obliterada totalmente por esta educação que nos transformou em homens máquinas ou em seres automáticos ou automatizados.
Para fazer esse trabalho, é evidente que primeiro temos de perceber que todo esse processo de manter desperta, ativa e acesa a falsa consciência dá-se através das percepções sensoriais ou as impressões que nos chegam através dos cinco sentidos. É justamente por essas percepções que nos manipulam, existe toda uma indústria que nos leva, hipnotiza, mantém escravos das ilusões. Há uma indústria publicitária e existem falsas necessidades que são criadas todos os dias. Necessidade de trocar o carro a cada ano, a cada seis meses, de consumir determinadas bebidas, alimentos ou comidas, trocar de roupa, só usar roupas artificialmente caras, porque é símbolo de status, manipulação da vaidade... Somos efetivamente “macaquinhos” amestrados, transformaram-nos em animais amestrados para espetáculos em circos e estamos felizes da vida aceitando uma balinha do amestrador, quando cumprimos bem nossa tarefa no picadeiro desse circo, que é esta humanidade, nossa sociedade e que somos nós mesmos.
Precisamos darmo-nos conta de como somos manipulados, despertar para a vida, ou seja, o que é a vida, nascemos para isso? Bem verdade, muitos vão horrorizar-se com isso que estamos dizendo, cada qual tem direito a suas opiniões, visões, assim como existem os alucinados do mundo material, não nos importa que digam que somos alucinados também do mundo espiritual. Se interessar ouvir nosso ponto de vista, estamos aqui firmemente com um pé no mundo e outro no espírito e podemos contemplar e ver os dois mundos e fazer uma escolha consciente. Não estamos com isso querendo desprezar a vida humana, não se trata disso, porque sempre buscam torcer e distorcer as palavras e as idéias.
Estamos aqui dizendo, tão somente, que nos transformaram em animais amestrados e nos levaram a um picadeiro, nos dão apenas uma balinha se cumprimos bem nossas tarefas, exploram-nos. Toda riqueza do mundo é gerada a partir do trabalho e esse trabalho é feito por criaturas, por seres humanos como tudo na vida.
Qual é o direito de alguns de apropriarem-se do resultado do esforço de tantos, acordemos, vamos despertar. A televisão é um instrumento maravilhoso para educação, mas infelizmente nas mãos do Anticristo, nas mãos dos manipuladores, transformou-se nessa máquina que imbecilizou esse país e todos os paises do mundo, obviamente por extensão, porque não existe uma única exceção.
Todos estão adormecidos, contaminados pelos falsos valores, pela falsa consciência e por aí vai a triste e horrenda realidade deste mundo. Dizemos tudo isso para que tenham o preparo psicológico necessário para quando a grande transição chegar, porque ela é necessária, não há como mais fazer nenhuma mudança pelo amor, será feita pela dor.
Todos aqueles que denunciaram a consciência pública, isso que estamos fazendo agora, foram perseguidos, caluniados e mortos. Jesus tentou despertar as pessoas de seu tempo e o penduraram numa cruz. Sócrates foi acusado de corromper a juventude ateniense e obrigaram-no a tomar cicuta (veneno).
Vivemos, felizmente, num país que tem essa virtude, a liberdade de crença, de religião, essa liberdade permite que todo tipo de valor cresça e floresça por aqui. O lado bom disso é que permite que expressemos claramente os valores positivos da consciência, caso contrário não estaríamos aqui agora. O uso que cada qual faz da liberdade é uma outra história.
A escolha é opcional, a colheita das escolhas feitas, que podemos chamar de karma, isso é obrigatório. Evidentemente, esses falsos valores têm uma origem muito antiga, quando o poder religioso, espiritual aliou-se ao poder temporal, obviamente que os valores espirituais sofreram a primeira adulteração, inverteu-se a prioridade. A prioridade passou a ser o dinheiro, o comércio religioso, o poder da fé em favor de uma elite religiosa que, quando unida ao poder político dos reis e governantes tempos atrás, criou, propagou falsos valores religiosos, os quais contaminaram totalmente a filosofia, a política e os princípios de criar-se uma vida humana baseada na igualdade, fraternidade, no respeito. Fraternidade onde realmente todos se respeitassem, igualdade em que todos fossem realmente iguais nas suas diferenças.
Os falsos valores religiosos geraram outros falsos valores, a divindade fez sua parte. Porque toda vez que uma religião ou os valores espirituais são corrompido,s a divindade envia profetas, mensageiros, avatares e o que fazemos com eles? Assassinamos, não importa por qual meio, se por veneno como Sócrates, se pela cruz como Jesus, pelo esquartejamento como fizeram com o grande avatar sufi Al-Hallah e tantos outros que a história registra.
Tudo isso é passado agora, o fato de estarmos aqui falando com a clareza que nos permitem as palavras, evidentemente, pode afetar muitos objetivos pessoais da minoria, porém de fato somos insignificantes. Não pregamos nenhuma luta armada, nenhuma revolução de classes, porque essas revoluções não levam a nada, tão só pregamos a revolução da dialética, defendemos aqui os valores da autêntica consciência.
Falamos aqui para despertar, para abrir os olhos, para sair deste pesadelo, desse hipnotismo, para fugir da armadilha da manipulação, e por aí afora, que faz parte dessa falsa consciência. A humanidade nunca apreciou, nunca recebeu bem esses que falavam dos verdadeiros valores. Claro, porque se tornam inimigos mortais da manipulação, da riqueza concentrada, do poder ou do exercício do poder, seja na política, nas religiões ou nas magistraturas.
O egoísmo humano quer tudo para si, concentrar tudo para si, perdeu a capacidade de compartilhar, dividir, esqueceu-se de que todas as riquezas são dadas pela generosidade da Grande Mãe e quando esse princípio é quebrado, a própria Grande Mãe mobiliza suas forças, seus recursos, as leis naturais para se proteger.
Tudo foi corrompido, as doutrinas sagradas foram corrompidas para acomodar interesses. O entendimento correto de democracia foi vilmente manipulado para transformar-se nisso que nos é hoje apresentado nos meios de comunicação como sendo democracia. Contra isso não temos o que fazer, essa é a realidade do mundo e é neste mundo que vivemos, só podemos despertar os valores da verdadeira consciência. Nem devemos perder tempo com isso, pois já foi julgado, decidido desde as esferas superiores do mundo, do universo e breve tudo se precipitará.
Nossa parte é despertar, enquanto pudermos, os autênticos e verdadeiros valores da consciência. O que temos de fazer é tirar de nossa mente, de nosso fundo, de nosso inconsciente todo esse lixo, toda essa podridão, fazer, trabalhar, agir, atuar a verdadeira consciência. Numa visão talvez espiritual, isso equivale a dizer; precisamos voltar a ser crianças, trabalhar, recuperar a infantilidade da mente, voltar a ser inocentes na hora de fazer o nosso trabalho esotérico. Desprovidos de qualquer teoria, qualquer idéia pré-concebida, modelo mental, cultural, que nos tenham nos passado em anos anteriores ao atual momento, isso é voltar a ser criança, recuperar, voltar ao estado infantil para, então, reiniciarmos o cultivo dos valores anímicos.
Nossa consciência estagnou-se lá atrás quando éramos crianças ainda e é de lá que devemos começar nosso trabalho espiritual, porque é lá que ficamos paralisados ou congelados no tempo. Temos de trazer à superfície essa criança adormecida, espiritual e, rapidamente, sair desse estado hipnótico, abandonar esses valores pseudo-esotéricos, deixar de confundir auto-ajuda com valores espirituais, fugir das canalizações, como se fossem profetas os canalizadores, são apenas criaturas manipuladas como todos nós somos manipulados aqui nessa sociedade.
Distanciarmo-nos dos falsos mestres e nem sempre isso é fácil, às vezes pagamos caro para saber, reconhecer gurus de cangurus, autênticos de falsos mestres. Hoje, por exemplo, no ambiente gnóstico a coisa está de tal maneira contaminada que já temos de tudo. Temos incorporações, fenômenos mediúnicos, falsos mestres e, mais recentemente, ainda a incorporação em muitos lugares do falso xamanismo, seus efeitos e beberagens que contribuem também para a sustentação da falsa consciência.
Entendemos que nós, os seres humanos de hoje, somos tão frágeis, tão fracos, tão débeis que se tomarmos um chá faz ter algumas percepções induzidas, acreditamos que isso já é a realidade e acabamos tornando-nos vitimas, escravos de um novo senhor, da própria beberagem, do próprio chá, das próprias ervas que manipulamos.
Se tivermos de despertar a consciência, vamos abrir mão de tudo, não só dos valores da falsa consciência, mas dos artifícios que a falsa consciência usa para se perpetuar, até mesmo no meio onde, teoricamente, deveríamos todos buscar para nos livrarmos da falsa consciência. De fato a situação é grave, não podemos confundir despertar a consciência com presenciar fenômenos mediúnicos ou simplesmente deixarmo-nos adormecer por essa classe de fenômeno.
Não é o fato de sermos testemunhas de um fenômeno que ali quer dizer que a divindade expressa-se. Aqui na terra do Sol, Deus e o Diabo disputam alma a alma, bem verdade que o Diabo levou quase todas. Quando descobrimos, damo-nos conta da origem dos falsos valores das diversas organizações que existem atualmente, não deve surpreender-nos que até mesmo a Gnose tenha contaminado-se com falsas práticas, sistemas, valores incorporados das escolas que alimentam a falsa consciência.
Hoje, é preciso multiplicar a atenção para não sairmos de uma armadilha e, inocentemente, entrarmos em outra maior. Uma característica que permeia tudo isso, especialmente o meio das escolas esotéricas é que todas elas falam muito de amor, de paz, de mestres, corpo astral, corpo mental, fala de almas, evolução do espírito, da evolução da alma como se efetivamente toda humanidade fosse dotada de autêntico corpo astral, corpo mental ou corpo da vontade, como se toda a humanidade tivesse todos os seus sete corpos encarnados ou incorporados.
Acreditam e é dito em todos os lugares que o tempo dará a cada criatura humana a transcendência ou a auto-realização tanto buscada e em cima desses falsos valores, dessa falsa percepção, visão, constroem um novo sistema hipnótico, prendem as pessoas em seu labirinto e o mais interessante de tudo é que essa questão da evolução tem origem numa escola que não tem nada a ver com espiritualidade.
O dogma da evolução é de Charles Darwin, interessante como muitos utilizam isso como se efetivamente só houvesse evolução, que não houvesse ciclos evolutivos e involutivos de atividade e inatividade. Fala-se de reencarnação como se todos os seres humanos reencarnassem infinitamente para se aperfeiçoar, desconhece-se a realidade do ego, do tantrismo, da prática sexual ou da alquimia, a realidade dos autênticos corpos superiores que cada qual precisa construir.
Quem quiser a salvação da sua alma precisa construir a sua salvação. Somente em cima desse principio poderíamos ficar dialogando, conversando ou discorrendo longo tempo. Só em cima desse principio gastamos vidas e vidas para despertar para a realidade. Interessante, isso merece reflexão.
Nós, que nos julgamos muito espertos, inteligentes, esclarecidos, doutos, às vezes demoramos vidas inteiras para nos dar conta de certas coisas bem elementares, como a existência do ego, o intelecto, a razão, a personalidade e a falsa consciência, aí chega alguém e diz que isso é a falsa consciência e todos se escandalizam, reagem, atiram pedras, mas o que se pode fazer?
A literatura sagrada mais antiga diz e o Mestre Samael também diz e confirma que somente os Budas, os Deuses, os heróis solares tem direito à reencarnação, porque somente esses possuem os verdadeiros corpos astral, mental e da vontade, um desses, dois, três ou todos esses e os demais ainda ostentamos o mesmíssimo principio do desejo, mental que usávamos quando éramos simples animais, muito tempo atrás e seguimos cumprindo mecanicamente, cegamente os circuitos, o ciclo do eterno retorno.
A Gnose sempre tem ensinado a questão da necessidade de construir-se os corpos superiores do Ser para que justamente seja possível encarnar nossa alma, para que possamos fundir-nos com nossa alma e nosso Ser, só assim então poderemos romper com essa mecanicidade, com as leis do Samsara.
Porém, o que acontece no mundo de hoje é ser povoado por personalidades kalkianas como diz o Mestre Samael. Essas personalidades são um produto do Kali Yuga, justamente as pessoas que robusteceram a falsa consciência, que é constituída pela mente, intelecto, razão, personalidade, ego, isso é a personalidade kalkiana. Ela tornou-se cética, perdeu o respeito, tornou-se irreverente, faz, troça, zomba de tudo e de todos.
A personalidade kalkiana é autora deste mundo caótico em que nós vivemos, mundo este que foi construído sobre seus valores, os valores da pseudo consciência. É muito comum vermos por aí “jumentos e jumentas” carregados de livros, os quais são aplaudidos, reconhecidos, tido pelas demais personalidades kalkianas como sendo gênios, iluminados, expoentes da inteligência e quando justamente o contrário, nada mais está longe da realidade do que um jumento carregado de livros.
Apenas transporta livros, mas os livros alimentam a falsa consciência e alguém, apressadamente, vai perguntar se os livros gnósticos também alimentam a falsa consciência. Sem dúvida se não for traduzida em fatos concretos, em vivências pessoais e íntimas vai alimentar a personalidade kalkiana.
Se existe algo terrível é justamente alguém que tenha passado pela escola gnóstica e depois tenha afastado-se, torna-se, então, uma horripilante criatura manipulada pela personalidade kalkiana, tornou-se um cético, um ser praticamente irrecuperável e quem diz isso nem é o Mestre Samael, embora ele também tenha dito, explicado isso muitas vezes, mas Gurdjieff já falava disso.
Pelos processos existenciais, pelos sofrimentos morais, pela forma, pelo sacrifício ao final deste mesmo processo, algo se cristaliza e a pior coisa do mundo, o pior pesadelo é cristalizar a falsa consciência dentro de nós. É justamente isso que temos visto crescer por aí, tem crescido a falsa consciência gnóstica e esse é o pesadelo, porque uma das coisas mais terríveis é alguém que se diz gnóstico, de repente tornar-se um inimigo da Gnose. Gnose mal traduzida significa conhecimento, mas Gnose bem traduzida e entendida significa sabedoria. Agora, quando está sabedoria cai no outro pólo, torna-se realmente uma arma terrível, que desvia muitas almas incautas, adormecidos, inocentes e, claro, afunda irremediavelmente o detentor de tal personalidade.As personalidades kalkianas que abundam por aí hoje realmente são terríveis, pois espalham veneno como se fossem górgonas, tornando-se criaturas de redenção impossível, acabam afundando no abismo, porque não há como despertá-las.
O desafio, além de acordar para a verdadeira consciência, está em também criarmos os corpos solares, tornarmo-nos independentes de todos os princípios e mecanismos da natureza que nos trouxeram até aqui neste estágio o qual vivemos no momento, mas deste estágio e deste momento temos que partir para construir nossa própria salvação, cuidar da salvação da nossa alma ou da auto-realização intima de todos os valores que o Cosmo nos deu.
Algo interessante ocorre quando, por exemplo, dialogamos com psicólogos. A psicologia hoje acabou tornando-se uma ciências que estuda o comportamento e, muitas vezes, os profissionais dessa área podem acreditar realmente que a forma como concebem o comportamento humano é ou faz parte da verdadeira consciência e essa pequena diferença simplesmente leva-nos para outro lado.
Se os psicólogos e os terapeutas de hoje realmente se dessem conta que trabalham com os valores da falsa consciência e passasse a trabalhar com os valores da autêntica consciência poderiam mudar muito. Até o próprio Carl Gustav Jung, que foi o que mais se aproximou dos valores autênticos da consciência, teve sua obra praticamente apoderada por neo-sacerdotes e sacerdotisas que desviaram, reinterpretaram tudo aquilo que ele quis dizer e, conseqüentemente, transformaram este ramo da psicologia em apenas mais um sistema apoiado na falsa consciência.
Acreditamos que aí apresentamos muitos e vários eventos de como somos escravizados, manipulados, de como nos transformaram num robô, numa máquina e é disso que temos agora que acordar, que sair, despertar para um estado objetivo de consciência. A consciência objetiva é totalmente desconhecida para as personalidades kalkianas ou para a ciência da falsa consciência.
Numa outra conferência mencionamos que essa falsa consciência começou a ser desenvolvida pelos Gregos, os quais começaram a fazer jogos de palavras, porque passaram a imitar o que acontecia em sociedades mais degeneradas que a deles, na época que tinham contato comercial e com isso adulteraram totalmente a chamada razão objetiva do Ser e foram desenvolvendo o processo de raciocínio, lógica, racional.
Com o tempo, transformamo-nos em mestres do racionalismo aristotélico e é disso que temos que acordar e sair agora. Em contrapartida, longe da razão e ao mesmo tempo perto dela, temos os poderes do cárdias, do coração e essas faculdades da alma que se expressam como estando em nosso coração, é uma figura de linguagem que se utiliza, pois o coração em si não é um cérebro, é apenas um centro energético, magnético, conscientivo que ocupa a posição do sol em nosso organismo, nesse sentido simbólico que falamos que ali está nossa consciência espiritual, dos verdadeiros valores conscientivos.
Todo aquele que meditar, concentrar-se, voltar-se para as realidades espirituais, ontológicas, anímicas, transcendentais que estão concentradas nesta região do corpo humano poderão, então, despertar muitas capacidades inerentes à consciência objetiva e isso facilitará o seu trabalho de redenção, de liberação da falsa consciência.
Na História, temos muitos exemplos de pessoas que levitavam, Francisco de Assis, Santa Tereza de Ávila, monge José de Cupertino, Santa Cristina, enfim, muitos santos e homens, santos do Ocidente e do Oriente. Eram pessoas que levitavam porque tinham desenvolvido os poderes do centro cardíaco, do seu cárdias e tornaram-se pessoas inocentes, puras, dotadas de todos os valores da consciência objetiva, trocaram o intelecto pela emoção superior, bem entendida, a emoção superior, não quer dizer que eles ficaram destituídos da faculdade do discernimento. Desenvolveram o amor em alta dose e os processos racionais diminuíram-se às funções mínimas como para que discernir as coisas deste mundo, e assim deveria ser.
Quando falamos em despertar a consciência positiva, despertar os autênticos valores da consciência, da consciência objetiva, falamos então dessas faculdades, dessas capacidades, dessas possibilidades que estão enterradas dentro de nós e que hoje é como se não existissem. São tesouros profundamente enterrados dentro de nós mesmos e que estão à espera de serem despertados, buscados, ativados, trazidos à tona e com isso obteríamos uma clara visão de toda a realidade da vida.
Estou seguro de que deixaríamos de ser essas pessoas amarguradas que somos hoje, pessoas derrotadas, derrotistas, pessimistas, infelizes, hipnotizadas, manipuladas, fracas no sentido moral e psicológico da palavra e poderíamos efetivamente transformarmo-nos em criaturas solares, iluminadas, bem mais do que somos ou estamos hoje.
Precisamos limpar e esfregar a lâmpada como fez Aladim, na fábula das Mil e Uma Noites, para que o gênio apareça, não para realizar três mesquinhos desejos, mas para nos realizar plenamente.
Comentários
Estamos nos transformando em verdadeiros idiotas!
Não compartilho tanto de seu otimismo, pois você ainda tem a visão otimista de que estamos nos transformando em verdadeiros idiotas, minha visão pessoal é a de que já nos transformaram em verdadeiros idiotas e, o pior, são os idiotas felizes que consomem tudo e fazemos tudo que nos dizem, temos de acordar disso, mas entendo e compreendo que você captou bem a mensagem, a idéia. Efetivamente, transformaram-nos em verdadeiros idiotas e devemos sair disso agora, evitar a conduta gregária.
Basta ver um telejornal para ver a que ponto chegamos!
Por isso, minha querida amiga, eu nem ligo a televisão, como a gente já sabe que é isso, nem percamos tempo. Não há um só recanto ou atividade humana que não tenha sido apoderada pelo Anticristo e seus sacerdotes, agentes. Até a Gnose já foi apoderada por eles, é triste dizer isso, mas não podemos ser omissos, levados por um falso sentimento, sabemos o que estamos falando, mas cada qual responde por seus atos.
Nós, aqui na Igreja Gnóstica, respondemos por nossas palavras e por nossos atos e estamos muito tranqüilos em relação a isso. De agora em diante, vamos concentrar-nos apenas em nosso trabalho interior e deixar que cada qual cuide das suas coisas, porque já não há mais tempo para isso ou acordamos agora e começamos a acordar agora de verdade para todo esse pesadelo, despertando os valores autênticos da consciência ou vamos ficar o resto de nossos dias, resto porque restam poucos, falando dos outros. Temos de falar de nós mesmos, de nosso estado interior, ver como somos e estamos e o que estamos efetivamente de prático e concreto para mudar, nós é que devemos despertar e só nós podemos despertar a nós mesmos, ninguém fará isso por nós.
Se alguém se apresentar diante de nós dizendo: “Ah... Eu posso despertar sua consciência, desde que você me ajude em tal e tal coisa!” Esse é um farsante e se você for vitima é porque precisava passar por isso para ver se acordava e se, depois disso, não acordar nada mais vai te acordar. Quando mudar a próxima Era e entrarmos em Capricórnio, o mundo voltará a viver numa época de trevas e já nos avisaram que será muito pior que a época de Peixes.
Quando Capricórnio chegar, estaremos mais ou menos como estávamos na Atlântida antiga, haverá muita magia, muitos poderes psíquicos desenvolvidos e é nesse clima que todos os demônios do inferno ganharão corpo físico novamente e assim será por um tempo e depois disso virá o Armageddon, onde só haverá dois lados. Aqueles que quiserem está no lado da luz no Armageddon têm de decidirem-se agora, pois senão não chegarão lá, estarão entrando na involução agora mesmo.
A passagem de uma Era para outra é tão invisível, como está sendo a passagem de Peixes para Aquário, alguns ainda dizem que a Era de Aquário só vai começar no ano 2016, outros dizem lá pelo ano não sei quanto. Os Deuses disseram que isso foi no ano de 1962, entre o que diz a falsa consciência e os Deuses prefiro ficar com a informação deles, conseqüentemente, a Era de Aquário começou em 1962, dia quatro de fevereiro, e Aquário será uma idade de ouro, que será implantada por criaturas destituídas de ego aqui neste mundo, conseqüentemente, todos nós que temos egos não renasceremos neste planeta, isso é xeque-mate.
Ou morremos em nós mesmos a partir de agora e, começando a partir de agora, nos darão mais certo tempo para terminar esse trabalho, ou seremos transferidos, se tivermos vida para cumprir, para outro planeta mais afim ao nosso psiquismo interior, ou desceremos ao abismo. Não há mais do que essas alternativas, se existem não conhecemos até o presente momento. A humanidade ariana só terminará depois do Armageddon, ali se dará o final da humanidade ariana.
Depois de Capricórnio, não sabemos como nem de que maneira, que se pode marcar como início de uma sexta raça raiz. Despertar alguém é uma séria responsabilidade, pois se você rouba todos os sonhos e ilusões das pessoas, você desmonta essas pessoas, pois elas não têm consciência, não tem nada dentro, niilismo, o vazio total. Antes de despertar é preciso esclarecer, é disso que estamos tratando, é por isso que temos feito tantas aulas e repetido exaustivamente.
O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada ao vivo dia 23.01.2007, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha. Copydesk: Wagner Spolaor
|

IGREJA GNÓSTICA DO BRASIL
© 2012 Todos os direitos reservados |
|
|