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CONFERENCIAS 2007 II - SEXUALIDADE GNÓSTICA PARA CASADOS |
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SEXUALIDADE GNÓSTICA PARA CASADOS
Autor: KARL BUNN *
Bem-vindos à nossa reunião, cujo tema é Sexualidade Gnóstica para Casais.
Havíamos prometido abordar este assunto, uma vez que, periodicamente, são enviados e-mails fazendo perguntas básicas, sempre as mesmas perguntas, a respeito de alquimia ou de prática sexual gnóstica para casais.
Vamos fazer essa apresentação de hoje abordando os aspectos essenciais, e com isso, colaborar, deixar em arquivo, um material que possa servir de consulta rápida para aqueles que estão chegando.
Dividimos a apresentação de hoje em vários tópicos; ao final abrimos para perguntas e respostas.
1º tópico: Pré-requisitos
Ninguém pode, em sã consciência, iniciar os trabalhos de alquimia sem prévio conhecimento, compreensão e aceitação da doutrina gnóstica. Não é porque alguém leu um livro de Gnose no qual é falado sobre Alquimia Sexual que já está pronto, maduro e preparado para iniciar essa prática.
Fazendo assim é o caminho mais rápido para o fracasso e até mesmo para se tornar mais um dos tantos inimigos de Gnose que tem por aí. Porque são pessoas que não estudaram, não conheceram, muito menos compreenderam e longe estão de aceitar - e não aceitam porque não compreendem – a proposta gnóstica sobre sexualidade sagrada.
Como, então, é possível alguém, em tais condições, querer praticar algo que não conhece? Isso é impossível.
A 1ª pré-condição é conhecer, haver compreendido e depois aceitado essa doutrina. É claro que nem se fala aqui que é preciso ser casado, legalmente constituído, ter uma relação que seja permanente, duradoura. A alquimia sexual não é para “ficantes”, como se diz sobre casais moderninhos dos tempos atuais, esses que hoje estão com um, amanhã com outro, semana que vem troca de novo e daqui a um mês já estão no terceiro ou no quarto relacionamento que diziam ser verdadeiro e consistente...
Queremos ser bastante simples, claros e objetivos: Alquimia sexual não é para ficantes, não é para pessoas volúveis, para pessoas que a cada seis meses ou a cada ano troca de namorada, noiva ou pretendente como quem troca de carro novo. Todos esses que vivem nessas condições são apenas pessoas luxuriosas, adúlteras e estão fazendo tudo certo para ingressar, na melhor das hipóteses, no segundo ou no terceiro círculo do inferno, como bem descreve Dante Alighieri.
Indicamos a esses que estudem a Divina Comédia para entenderem o futuro que lhes espera, uma vez que estamos em tempos finais e os julgamentos estão ocorrendo e já ocorreram para a maioria ou grande parte da humanidade.
Por isso repetimos: não há como praticar magia sexual sem que previamente tenha-se estudado, compreendido e aceitado intimamente essa parte da doutrina gnóstica. Antes de alguém efetivamente ter sucesso, êxito e poder avançar neste caminho precisa buscar a castidade da sua mente, precisa purificar sua mente.
Na prática, é impossível alguém praticar alquimia sexual com a mentalidade com que chega a esses estudos. A alquimia sexual é para bem poucos, não nos enganemos. A alquimia sexual não é algo para os curiosos, maliciosos, luxuriosos, pessoas imaturas, mutáveis, mutantes, cambiantes.
Não sem motivos a alquimia sexual é o segundo fator de revolução de consciência; não é o primeiro; não se começa com essa prática. Tristemente, vemos por aí, na maioria das escolas gnósticas, pessimamente informadas e formadas, ensinando o segundo fator como sendo o primeiro; o resultado disso é o fracasso.
A longo ou a médio-longo prazo o resultado desta prática mal feita é o surgimento de hanasmussen, com todas as conseqüências. Esse é um dos tópicos que abordaremos na seqüência...
Portanto, meus amigos, alquimia sexual não é prática de luxúria casta. O que queremos dizer com isso? O que é luxúria casta?
A luxúria casta é exatamente o mesmo tipo de relação sexual que as pessoas comuns e correntes do mundo praticam, só que, no caso da alquimia, não se perdem a energia ou a matéria sexual; no mais, é o vale tudo de todo mundo; se faz de tudo entre quatro paredes...
Alquimia sexual não é nada disso; é por outro lado; vai em outra direção. Por isso que insistimos sobre a necessidade de primeiro compreender o que é efetivamente alquimia sexual. Não é uma prática para bestas humanas ou para pessoas que tem ânsias sexuais, para pessoas que querem se satisfazer sexualmente, que querem dar vazão solta aos instintos, fantasias e também aos seus sentidos.
A alquimia sexual passa por uma outra direção que não contempla estes impulsos que tanto buscam as pessoas comuns. Ninguém pode, nem deveria, iniciar práticas de alquimia sexual sem que, primeiro, tivesse maturidade psicológica para essa prática.
Maturidade psicologia para essa prática significa haver, entre tantos requisitos, compreendido as razões de assim ser; aqui há uma necessidade de fazer uma escolha, na qual não se contempla a pura satisfação dos instintos ou de tudo isso que o mundo incentiva, preza, defende.
A alquimia sexual exige como pré-condição a pureza, uma dose de inocência, um grau de renúncia instintiva. Por isso que é necessário previamente aceitar essa doutrina. Não existe a aceitação sem prévia compreensão e ninguém pode compreender nada se não conhecer, estudar.
Não é uma questão de, como dissemos no início, simplesmente ler um livro de Gnose, no qual o Mestre Samael fala deste assunto, e a partir daí simplesmente começa a praticar. O Mestre Samael até esclarece que no início é óbvio e natural que haverá muita luxúria, instinto, muito aspecto mundano. Mas que, com o tempo, se houver disciplina, domínio para tal, esta prática vai se refinando.
Nós, pela experiência prática de vida de mais de trinta anos, sabemos que ninguém recebe o fogo sagrado sem previamente alcançar esses pré-requisitos de castidade, pureza e purificação da sua mente. Então, não adianta alguém, no desespero, casar-se, buscar um parceiro ou parceira, que é exatamente o motivo da maioria das cartas e e-mails que chegam aqui. Vê-se, e se nota claramente, que só existe uma pressão instintiva ali a ser satisfeita; não existe a busca de um ideal espiritual tal qual nos propõe a doutrina gnóstica.
Antigamente, só para terem idéia, nas escolas de mistérios, este segredo só era revelado a pessoas maduras. Nenhuma mulher com menos de 27/28 anos, nenhum homem com menos de 35 anos recebia este segredo. Até os 28 e os 35, aqueles que viviam em escolas de mistérios, eram preparados na disciplina mental, na respiração, no domínio do corpo, dos sentidos. Isso que, naquele tempo, não havia o incentivo que se tem hoje no mundo moderno. Nós sabemos que essa prática é difícil porque essa é a prova máxima a que o iniciado é conduzido e levado a superar.
Portanto, meus amigos, primeira coisa que devemos buscar é tirar da nossa cabeça a idéia de que alquimia sexual seja o sexo comum e corrente sem perda de matéria ou energia. Isso é um equívoco de sérias conseqüências, caso se prossiga neste tipo de prática.
Importante repetir que alquimia sexual é o segundo fator de revolução de consciência, não o primeiro. Por que é o segundo? Porque o primeiro trata da morte de defeitos, o trabalho de morte de defeitos, de auto-observação, de auto-compreensão, auto-superação; é o que nos leva gradativamente à purificação da mente, à atenuação dos impulsos primitivos que são naturais.
O instinto sexual é algo natural; não estamos falando aqui em reprimir o instinto; o instinto é natural; tem que se conviver com ele. Agora, luxúria é diferente; o desafio é exatamente reconhecer, através da auto-observação, onde começa e onde termina o instinto e onde começa e onde termina a luxúria, porque ambos se mesclam como fogo e fumaça.
Quando há muita luxúria nós temos um instinto de muita fumaça negra e esta fumaça exatamente nos transforma em demônios, caso não queiramos ou não façamos um trabalho realmente sério, profundo, verdadeiro sobre nós mesmos. Por isso que não é aconselhável a prática da alquimia sexual sem que primeiro tenhamos avançado nas práticas de primeiro fator.
Conhecemos muito bem quais são as explicações, justificativas que os “gnósticos” apresentam toda vez que falamos nestes termos. Eles buscam justificar de todas as formas como, por exemplo, que a força sexual é necessária para eliminação de defeitos. Mentira, meus amigos.
O que precisa para eliminar defeitos, primeiro é identificar o defeito, segundo é estudar o defeito, terceiro é chegar à compreensão, quarto é a Mãe Divina eliminar. E a Mãe Divina não elimina nada sem que a lei autorize.
Disso tudo, o mais importante é saber que o poder de Kundalini é mais intenso e forte no momento da alquimia e só naquele momento.
Porém, este fogo está dentro de cada um; este fogo é a própria Mãe Divina. Quem elimina os defeitos é a Mãe Divina, não a alquimia em si mesma. Isso de dizer que é preciso praticar alquimia intensamente é a primeira explicação que a própria luxúria de cada um de nós se vale para continuar se alimentando. Aí, então, começam a praticar isso que denominamos de luxúria casta; porque se trata simplesmente disso. Continuar satisfazendo-se, dando satisfação aos seus próprios sentidos como sempre fez. Em médio prazo isso nos leva a criação de uma dupla polaridade, nos transformamos em hanasmussen, seres de dupla personalidade e é o que mais tem hoje dentro da Gnose.
Hanasmussen
São quatro níveis de hanasmussen; não importa de que grau falemos, hoje está cheio de hanasmussen dentro das fileiras gnósticas justamente por isso: porque praticaram a gnose com inversão de fatores. Nunca se interessaram em morrer, em limpar sua mente, em ter domínio sobre teus sentidos e pensamentos; mas se diz que estão praticando alquimia sexual.
Perdoem-me, meus amigos, mas há um terrível equívoco neste entendimento ou nesta concepção. Há que se entender definitivamente que alquimia sexual é um rito sagrado que se pratica na igreja do amor. Repito: a alquimia sexual é um rito sagrado que se pratica no altar da igreja do amor, não da paixão.
Se quando entramos num simples templo construído por mãos humanas guardamos certo silêncio, temos certa atitude de humildade e reverência, então muito mais humildade, reverência, santidade, respeito e veneração devemos ter quando entramos no templo do Deus vivo para ritualizar o rito do amor.
Assim deveria ser entendido, assim nos ensinou o Mestre Samael, porém não é assim que isso é ensinado e praticado por aí.
Muitos lugares simplesmente autorizam a prática da alquimia sem que tenham dado nenhuma base, sem que tenha sido transmitida claramente a necessidade de morrer em si mesmo, de renunciar aos apetites, às paixões, satisfações e gratificações sensoriais.
É preciso sacrificar isso, é preciso entrar de mente pura e limpa no recinto sagrado da igreja do amor para então praticar esse rito sagrado. É preciso haver respeito, veneração; nem por isso deixa de existir atração, a lei da polaridade, a lei do magnetismo; o próprio instinto se encarrega de conduzir o casal a uma prática que transcorra normalmente.
Não estamos falando aqui em criar travas mentais, empecilhos; estamos falando claramente ou buscando falar claramente é em relação à paixão, à fumaça, aos sentidos ou à gratificação dos sentidos.
Há muitas maneiras de se praticar alquimia sexual; a intensidade dessa prática é variável. Aqueles que querem simplesmente praticar isso como as pessoas comuns e correntes que se satisfazem, esse é o primeiro paradigma a ser revisto ou modificado, quebrado, porém nada pode ser modificado ou quebrado sem prévia compreensão. Sobre isso o Mestre Samael falou praticamente em todos os livros; ele sempre alertou sobre a necessidade da pureza, da castidade, da purificação.
Fora isso, a prática sagrada no templo do amor é um gesto, uma prática simples, é uma prática tão simples que somente duas crianças inocentes sem malícia conseguem praticar.
Os adultos estão cheios de travas e de complexos porque estão cheios de idéias formadas ou deformadas na sua juventude pelas leituras, companhias, pela educação de rua que todos nós, em maior ou menor grau, recebemos, e de tudo isso temos que nos livrar o mais rapidamente possível para reconquistar esta pureza e inocência, e abandonarmos, largarmos, despirmos-nos de todas as malícias.
O grande impedimento para a prática pura da alquimia é nossa malícia, é isso, nada mais do que isso. Aquele que tiver entendido o processo da malícia, o pensamento malicioso, a fala maliciosa, a atitude maliciosa, estará pronto e maduro para iniciar bem, positivamente, a prática da magia sexual.
Outro aspecto que precisamos deixar bem claro para prevenir futuras complicações é algo que já nos cansamos de repetir aqui, porém as pessoas esquecem ou sempre se fazem de esquecidas dizendo a si mesmas, buscando dizer a si mesmas: Ah! eu não sabia!”
Então vamos repetir aqui mais uma vez: A prática da alquimia sexual não se harmoniza com aqueles dados a tomar chás enteógenos ou alucinógenos, não é para drogados, fumantes de maconha, usuários de drogas, bêbados, para os que ficam nas baladas, para os farristas; alquimia sexual não é para os que, enfim, se divertem com as coisas que esse mundo oferece, não é compatível, temos que fazer uma escolha...
Se nos interessa o caminho, se nos interessa o caminho da pureza, da inocência, da renúncia a todo tipo de malícia, é óbvio que a alquimia sexual não se harmoniza, não se integra, é incompatível com o uso sistemático de chás enteógenos ou alucinógenos como é muito freqüente hoje em grupamentos gnósticos em que se toma isso como a coisa mais natural do mundo.
A energia sexual desses usuários contumazes de todo tipo de droga, como também de bebidas alcoólicas, os farristas, é uma energia de péssima qualidade. Digo a vocês, meus amigos, a Mãe Divina simplesmente vomita esse tipo de energia; colocando em palavras simples aqui, não há transmutação.
Não há como querem crer alguns, pessimamente informados, péssimos representantes da Gnose pura, autêntica, real, verdadeira, do Mestre Samael, que isso seja possível. Não é possível, meus amigos. Se escolhemos e queremos o caminho da pureza não vamos contaminar nossa energia sexual com essas drogas, com esses elementos, com alimentações densas e pesadas, por exemplo.
E aqui também se aplica a questão do consumo, sistemático e permanente de carne de animais involutivos, como é o caso do porco e muitos mais. Temos que fazer escolhas ou estaremos querendo oferecer a nossa Divina Mãe durante o rito sagrado uma energia que mais parece água podre, contaminada. É evidente que a Mãe Divina vai recusar essa energia.
Pode ser que tudo isso até seja prematuro estar falando assim tão claramente porque falar nesses termos se deveria só em terceira câmara, mas já não temos mais como esconder muitas coisas; afinal estamos nos tempos finais. E oxalá acordem, despertem para essas realidades e para a sensibilidade, a delicadeza de todo esse trabalho, e façamos boas escolhas.
Afinal, queremos o quê? Servir a Deus ou servir o mundo? Queremos freqüentar os templos sagrados ou os templos de Lilith e Nahemah?
Pois bem, meus amigos, colocados esses pré-requisitos, feitos os alertas mais importantes, avancemos a um segundo aspecto.
2º tópico: Freqüência, intensidade, horário.
Muitas vezes dissemos em seminários, escrevemos em cursos, e aqui mesmo neste canal já mencionamos em 2006, 2005, que lá pelo ano de 1950 o Mestre Samael indicava aos estudantes que chegavam à Gnose apenas uma única união sexual por semana e não mais do que dez minutos, e a posição, para essa união, era de pé, exatamente para não haver riscos de perda do material sexual.
Pois bem, 57 anos se passaram desde que o Mestre Samael ensinava isso desta forma que estamos falando aqui hoje. Certamente muitos vão ficar chocados... A luxúria de muitos vai se chocar, e dizer: “apenas uma vez por semana, só dez minutos?”.
É, meus amigos! Isso é fato! Aqueles que querem começar direito, aqueles que compreenderam essa ciência sagrada, evidentemente trabalharão uma vez por semana nos primeiros meses - e são dez minutos mesmo; somos um pouco mais flexíveis que o Mestre Samael, e hoje dizemos: não precisa ser de pé; pode ser numa postura que seja mais confortável...
Porém, a freqüência, nos primeiros meses, deve ser esta; depois de três meses aproximadamente, pode se passar a duas vezes por semana, mas o tempo continua o mesmo; depois de seis meses pode se chegar a três vezes por semana, mas o tempo continua o mesmo: dez minutos apenas.
Aqueles que compreenderam que alquimia sexual é um rito sagrado, que é um trabalho diretamente no altar do Deus vivo que vive dentro de nós, sabe que dez minutos para trabalhar com os poderes desta energia, é muita coisa.
O homem ou a mulher luxuriosa de hoje não têm a mais remota idéia do que é praticar alquimia sexual. Nas escolas de gnose, por aí, os instrutores inconscientes tampouco sabem do que estão falando - porque não praticam isso.
Se não praticam, nunca experimentaram em si essas coisas; também desconhecem o que ensinam. Deveriam prestar atenção a esses ensinamentos antigos, primeiros, que o Mestre Samael dava a seus discípulos. Isso, sabemos, soa como um absurdo para as mentes luxuriosas dos tempos finais da humanidade, mas aprendemos na prática que esse trabalho de alquimia é TRABALHO; precisa ser visto como um “trabalho” e não como diversão, satisfação, prazer, gratificação.
A verdade é que grande parte das pessoas busca alguém para se satisfazer, não para trabalhar sobre si, se santificar, crescer espiritualmente ou oficiar sobre o templo do Deus vivo. Há que se entender isso: é preciso estar muito aberto para compreender essas coisas.
Muitos vão achar que estamos exagerando... Se fosse para exagerar mesmo não ensinaríamos alquimia sexual no mundo de hoje. Se dependesse de uma decisão pessoal nossa aqui, na Igreja Gnóstica do Brasil, hoje, sabendo o que sabemos, não ensinaríamos alquimia, nem magia sexual a ninguém. Esse seria o exagero...
Mas, como estamos aqui para tentar tirar da correnteza do rio o chapéu do afogado, tratamos de fazer uma última tentativa, que é a de colocar em termos diretos, simples e práticos algumas medidas, as quais podem não ser compreendidas hoje, agora; mas que, se começarem a praticar, e fizerem como está sendo dito, com o tempo agradecerão; não a mim; irão agradecer à Gnose, ao Mestre Samael - que nos ensinou essas coisas.
Estamos aqui apenas tratando de lembrar detalhes que nossos egos fazem questão de esconder, mas que podem ser encontrados nos livros do Mestre Samael. Nós mesmos cometemos esse erro de nos enganar ou querer nos enganar por algum tempo; isso só nos afundou mais ainda no abismo onde estávamos, achando que íamos para o paraíso; fomos salvos em boa hora, e hoje sabemos disso, e podemos falar aqui dessas coisas com naturalidade, porque sabemos; não porque lemos, mas porque experimentamos.
A magia, a alquimia sexual deve ser levada a sério, muito a sério, com muita responsabilidade, mas também com muita naturalidade, espontaneidade, simplicidade. Basta renunciarmos às malícias e nos tornarmos mais simples, mais relaxados, como crianças mesmo.
Então, a freqüência das práticas alquímicas, é isso: começamos com uma vez por semana dez minutos; três meses depois, duas vezes por semana; seis meses depois, três vezes por semana dez minutos. Depois de um ano nesse ritmo poderemos estender para quinze ou vinte minutos; dois anos depois poderão trabalhar meia hora ou uma hora como lhes parecer, conforme seu organismo suportar.
Caso alguém, de cara, começar a trabalhar alquimia sexual uma ou duas horas por dia, vai parar no hospício. As pessoas não fazem idéia do poder dessa energia, do que é essa força circulando pelos nadis, pela coluna e pelos canais energéticos do corpo; aí vão descobrir depois de terem ocasionados a si mesmos severos danos mentais e vitais. Certamente irão querer responsabilizar a Gnose ou o Mestre Samael, quando, na verdade, deveriam simplesmente responsabilizar à sua luxúria - e nada mais do que isso.
Estamos tratando de avisar da forma mais clara possível sobre tais implicações. A freqüência e intensidade são necessárias para dar tempo ao próprio corpo acostumar-se com um novo poder, uma nova força, energia que não é visível, perceptível, detectável assim de começo.
Esse poder é como a garoa que vai umedecendo o solo gradativamente. Se alguém, em vez de garoar sobre a sua terra filosofal, despejar uma enxurrada, uma torrente de água de chuva de verão, é claro que não vai encharcar a terra; vai simplesmente lavar, varrer a terra para os rios; será uma água torrencial que lava tudo com todas as conseqüências.
Sobre esse aspecto ainda, quais os horários para a prática da magia sexual?
Somente à noite, nunca de dia; somente à noite - depois do pôr do sol e antes do sol levantar-se.
Igualmente, é preciso respeitar a gravidez, respeitar as enfermidades do parceiro ou da parceira, respeitar o período menstrual; não se pratica alquimia sexual durante o período menstrual, não se pratica magia sexual se o organismo não está predisposto naquele dia, naquela hora, para isso.
Lembrem-se que forçar o corpo é violência contra a natureza. A violência contra a natureza é um karma que se paga no oitavo círculo do inferno; estudem A Divina Comédia; mais uma vez fica aí a dica.
Se a esposa ou parceira engravida, há que se respeitar isso; há que se retirar; não se pratica alquimia sexual em períodos de gravidez, nem quando o organismo está doente, enfermo; é preciso respeitar os ciclos da natureza.
É por isso que, no começo, devemos começar devagar, uma vez por semana dez minutos por três meses assim; depois, duas vezes a semana por mais três meses, e assim gradativamente, conforme orientamos aqui.
Outro aspecto; aqueles que se propõem trabalhar com a alquimia não podem usar pílulas abortivas ou anticoncepcionais, nem dispositivos de nenhum tipo, masculino ou feminino; não se usa nada. Porque isso é desrespeitar a própria natureza; muitas pessoas têm o entendimento de que é possível praticar alquimia fazendo uso de contraceptivos; não há como. Se o fizerem, estão violando os sagrados preceitos do reto agir.
Aqui, mais uma vez, é uma questão de escolha; devemos escolher o que nos interessa. Se nos interessa viver como pessoas comuns e correntes deixemos a Gnose e sigamos o mundo; teremos menos problemas. Alquimia sexual é um trabalho místico, sagrado, como enfatizamos aqui.
Muitas pessoas também nos perguntam se é preciso casar-se para praticar magia sexual. Aqui vem uma sutileza; todo mundo diz que quer praticar alquimia sexual; mas não quer se casar; então, se não dá certo, troca de parceiro ou parceira, e vai para o segundo, terceiro, quarto, quinto.
Não que um papel passado, formalizado, seja um impeditivo para isso, mas aqui se exercita um critério de responsabilidade, compromisso mesmo. Porque ainda que, aqui neste mundo humano, possamos elidir as leis ou fugir das responsabilidades, lá, no tribunal da lei, não se pode fugir.
Desde o momento que você encontrou alguém, se dispôs e prometeu para esse alguém fazer um trabalho do tipo alquimia sexual, lá em cima já formalizou esse compromisso; a partir daí, se romper isso, e partir para um segundo envolvimento, já caiu no círculo do adultério, e se complicou todo.
Aqui em baixo podemos contar histórias para nós mesmos, podemos fugir das leis e das responsabilidades lavando as mãos como Pilatos. Mas, lá em cima, não há como. Uma única relação sexual sela um compromisso atômico por vidas inteiras. Então não é assim como pensamos e imaginamos.
Tudo neste caminho e na vida é sério: uma palavra empenhada, uma promessa feita que não seja cumprida, tudo isso é anotado. Para nós pode ser que foi uma conversa sem maiores conseqüências, porém lá em cima não; lá vale; não existem palavras vãs.
Portanto é preciso casar; melhor que o faça, porque assim formaliza essa relação diante dos homens, porque diante de Deus estará formalizada, quer você aceite isso ou não.
Outro aspecto importante, que sempre nos escrevem perguntando, resume-se a seguinte situação: são casados, uma das partes conhecem a Gnose ou leu um livro de Gnose e aí se motiva a praticar, mas o parceiro não quer saber disso o que fazer?
Antes de qualquer coisa, será que realmente a leitura de um único livro vai dar a base, o apoio, a fortaleza necessária para levar uma vida mística, santa e casta ou é apenas um capricho de momento?
Isso é o primeiro que deve ser resolvido, essa é uma resolução que a pessoa deve fazer consigo mesma. Qual é o seu grau de profundidade, de comprometimento? Qual é a sua decisão de levar isso adiante? Por toda vida custe o que custar? Se não estiver seguro disso melhor nem começar.
Nesse trabalho precisamos estar sempre seguros e firmes naquilo que queremos. Uma vez que estejamos seguros, firmes, e que efetivamente tenhamos compreendido a natureza desse trabalho, aí sim podemos lidar melhor com uma situação em que nos vemos diante de alguém que não quer nada com nossa escolha pela gnose. O divórcio não nos é dado por lei divina...
Muitos estudantes de Gnose, casados, que se dizem ou se diziam gnósticos se separaram, se divorciaram por causa disso, por causa de divergências sexuais; em seguida, arranjavam outra mulher ou outro companheiro, supostamente para seguir adiante no caminho, e tocavam a vida como se nada tivesse acontecido; não é bem assim...
Um casamento é um laço; aqui no mundo dos homens aceitamos o divórcio, mas para aquele que quer o caminho, nenhuma separação é permitida, exceto se o tribunal da lei divina autorizar; quantos de nós aqui têm consciência suficiente para saber disso diretamente? E se não têm, pode ser vítima do auto-engano, do ego luxurioso que simplesmente quer trocar de parceiro para seguir se satisfazendo.
Se uma das partes não quer a outra parte deve guardar silêncio, fazer o seu trabalho em silêncio. É difícil? É bem difícil! Mas não tem alternativa. E digo a vocês: ainda que uma das partes não queira o trabalho, mas outra parte trabalha seriamente sobre si, avança pelo caminho; isso é fato concreto.
Conhecemos pessoas que vivem essa situação neste presente momento; temos acompanhado suas vidas e elas têm avançado pelo caminho. Então, não é desculpa, não é explicação para um divórcio, uma separação. Essa história de que “meu marido não colabora”, “meu esposo ou esposa não quer saber de Gnose”, isso é conversa de demônios, diabos; é conversa para nos desviar do caminho...
Quem quer o caminho sacrifica tudo pelo caminho; a lei divina mede, acompanha cada segundo da nossa vida; eles conhecem nossas intenções ocultas. Não queiramos achar que enganamos os escribas da lei, ou a Divindade; impossível, meus amigos.
Outra questão, muito delicada também: se a mulher, por alguma razão de enfermidade, teve que tirar o útero ou um dos ovários, e se o homem, por ignorância fez vasectomia, como é que ficam? Tornaram-se inúteis para o caminho?
Isso também tem sido uma tragédia dentro das fileiras da Gnose; espalhou-se por aí essa questão do “vaso danificado”. Este é um código facilmente entendível para quem está na Gnose mais tempo; quem não conhece o código, o que foi dito até agora é suficiente para se manter no Caminho.
Muitos divórcios e conseqüentes adultérios ocorreram e ainda ocorrem utilizando como explicação e justificativa de que o “vaso foi danificado”. Digo a vocês, meus amigos, conheço mulher que teve que tirar o útero e segue nestes momentos pelas iniciações maiores dentro da Gnose...
O Mestre Samael colocou ou escreveu algumas coisas, especialmente no Pistis Sophia, sobre “vaso alquímico danificado”. Mas também deixou um alerta muito claro: nenhum divórcio pode ocorrer por um motivo como esse ou por outros motivos que aqui já mencionamos se a lei divina não autorizar.
Esta história de “trocar de vaso”, que é o código aqui, tem gerado muitos sofrimentos nas famílias, especialmente às mulheres, devido a um péssimo entendimento da doutrina e devido também, em muitos lugares, à péssima formação e informação que é dada. São papagaios que repetem e ensinam coisas que nunca confirmaram por si mesmos, e assim adulteram a doutrina.
Então, hoje, aqui, nesta noite, queremos dizer e repetir: uma mulher que por uma situação de enfermidade teve que retirar seu útero ou teve que fazer alguma curetagem ou alguma operação, ou teve que retirar partes de um ovário, alguma coisa do seu aparato uro-sexual, nada disso é motivo de impedimento para ela seguir pelo caminho até mesmo a avançar pelo caminho.
Já um homem que fez vasectomia, este cometeu um erro, cometeu uma violência contra o próprio corpo; deve todos os dias pedir perdão pela besteira que fez e seguir trabalhando com as práticas de transmutação. O que vai lhe ser dado não sabemos; só a lei divina tem competência para julgar isso. O que podemos dizer é que se houver trabalho real e verdadeiro sobre si, trabalho de morte, de purificação, algum avanço terá pelo caminho.
Não será por causa da besteira que fez que deixará de resgatar a sua alma, que deixará de se auto-realizar no futuro; pode ser que não se auto-realize nesta vida porque cometeu uma violência contra seu corpo, mesmo que disso não soubesse; mas se arrepender e se der conta e efetivamente trabalhar com seriedade, profundidade, responsabilidade sobre si mesmo, a lei divina lhe dará oportunidade de resgate, de retorno e de auto-realização, não tenham dúvida disso.
Outro aspecto: alguém que estava casado ficou viúvo, foi abandonado; quanto tempo deve ficar sozinho até obter um novo parceiro? Nós aqui temos dito e repetido sempre: antes de sair por aí correndo ou buscando um substituto, aprenda a fazer a vontade de seu Pai e de sua Mãe. Prepare-se, dê um tempo, espere o tempo que for necessário - e se necessário for, passe o resto dos seus dias aqui sem nenhum outro companheiro.
Estudem muito bem isso; vejam o que está escondido atrás desse pensamento, dessa pressão, dessa cobrança de um novo parceiro; pode ser que atrás disso esteja muito bem escondidos os demônios da luxúria, da gratificação sensorial, dos prazeres sensuais, etc.
Se quiser cumprir a lei, se quiser ser um gnóstico digno dessa palavra, saberá respeitar a lei, saberá esperar o tempo que for necessário, se preparará para uma nova relação, pedirá ajuda, auxilio junto a sua Mãe Divina, mas saberá esperar pacientemente o tempo que for necessário, seja de meses ou anos; não fará isso segundo sua vontade pessoal. Se o fizer não está pronto para este caminho, não aprendeu nada.
Pode ser que nossas palavras soem duras para os ouvidos delicados, mas assim é; não há porque apressar o rio, não há porque se desesperar por falta de um parceiro.
Como indicamos na semana passada, estudem este documento da sexualidade que está em nosso site. Renunciem, sacrifiquem sua paixão, os gostos sensuais ou sensoriais e então no tempo devido se assim for autorizado alguém se apresentará diante de si; mas se quiser fazer do seu jeito, vai amargar as conseqüências disso.
Bem, meus amigos, esses eram os pontos mais essenciais, mais importantes, a respeito da sexualidade gnóstica para casais ou para aqueles que vão se casar. Muitos, ao quererem se casar, costumam apressar o rio também; fazem as coisas sem permissão do Alto, e aí, depois, quando tudo entorta, não sabem por que ou o que deu errado. É simples: quiseram fazer unicamente a sua vontade; não foram perguntar a sua Divina Mãe o que Ela queria que você fizesse.
Para tudo na vida há um preço, e a nós é dado o direito de escolha; podemos fazer boas escolhas ou péssimas escolhas. A melhor escolha que alguém pode fazer nesta vida é dispor-se, definitivamente, a fazer a vontade do seu Pai ou da sua Mãe Divina. Esta é a melhor escolha. Assim, nada lhe faltará, nada lhe alcançará se agir de acordo com a vontade do seu Pai ou da sua Mãe, porque a vontade do seu pai e da sua Mãe Divina são a própria lei divina, simples assim.
Meus amigos; ficamos agora à disposição de todos para as perguntas complementares sobre o tema de hoje.
Perguntas
P: Como fica a questão do uso de pílulas anticoncepcionais quando nossa parceira não se interessa pela Gnose e não quer parar de tomar?
R: Nesse caso incorre-se na situação em que um quer e o outro não quer. Você precisa respeitar a escolha do outro; você não pode obrigar o parceiro ou o outro a fazer o que não quer. Aqui se aplica o trabalhar em silêncio; você deve aprender a trabalhar em silêncio; faça a tua parte. Se tiver a compreensão e um apoio, melhor; se não tiver, você deverá achar a tua maneira, o teu jeito de fazer o teu trabalho, respeitando a livre escolha e decisão do outro. É difícil, mas não há outro caminho!
P: Na prática da união alquímica o prazer necessariamente deve ser renunciado em absoluto ou o mesmo deve ser submetido à autoridade da consciência? Existe diferença entre uma atitude e outra?
R: Meu querido amigo, o seguinte: quando você toma água fria você não pode renunciar ao sabor da água fria em sua boca, mesmo querendo. Quando você toma um suco de laranja você não pode negar que a laranja tem o seu sabor. Mas não é porque você gosta de suco de laranja que você vai tomar diariamente um barril de suco de laranja; tem que tomar o que é necessário para seu organismo dentro das boas e simples práticas de alimentação.
No caso da união sexual, quando o Mestre Samael fala do prazer sexual, ele jamais esteve falando ou se referindo ao prazer luxurioso do sexo. Agora, não se pode evitar que esta união gera algum tipo de volúpia, clima, sensação; isso não pode ser negado e jamais o Mestre nem nós aqui nos referimos a isso. O que falamos foi sobre aquilo que vai além disso que é natural; lembrem-se sempre que a palavra luxúria quer dizer, na sua raiz, na sua etimologia, “aquilo que excede ou está em excesso”. Então, aquilo que ultrapassa a sensação natural é luxúria; uma atenta auto-observação vai te dar o ponto exato onde termina um e onde começa outro.
P: Sobre as pessoas que vendem o ensinamento sagrado a respeito da magia sexual é correto vender um ensinamento tão puro?
R: Há que se entender bem essa questão; dentro da Gnose também se espalhou ou foram inventadas muitas fantasias acerca do que é comércio de Gnose. O Mestre Samael jamais esteve a favor do comércio da Gnose, mas por outro lado sempre disse e deixou orientações e soluções precisas para que as escolas gnósticas, para que os missionários gnósticos colocassem uma pequena cota, um valor no seu trabalho para que pudessem sobreviver. O coração duro e empedernido das pessoas de hoje é que tomam ou tomaram de maneira equivocada este entendimento; foram responsáveis e tem sido responsáveis tanto pelo comércio quanto pelo fechamento dos grupos. Temos que achar o ponto de equilíbrio; o próprio Mestre Samael escreveu muitos livros; ele nunca disse para alguém tirar dinheiro do bolso e imprimir os livros e sair distribuindo em praça pública. Ele dizia: “façam livros de boa qualidade, mas com custos acessível às pessoas humildes, simples, às pessoas que não têm grandes rendimentos na sua vida”. Isso ele queria. Hoje, nas livrarias, encontramos livros por cinqüenta reais, quando se vendesse por quinze ou vinte reais se estaria ganhando já alguma coisa em cima. Não sejamos gananciosos, mas também não sejamos estúpidos, espero ter me feito entender.
P: No caso de um hanasmussen acima de segundo grau a transmutação deve ser parada e rapidamente substituída por uma compreensão profunda de morte de egos, até a volta do equilíbrio?
R: Na questão dos hanasmussen existem quatro graus de hanasmussen ou seres de dupla personalidade. No primeiro nível estamos todos nós; toda a humanidade é hanasmussen de primeiro e segundo graus, sem exceção; porque todos temos o ego, e o ego faz de nós hanasmussen de primeiro ou segundo grau. Os hanasmussen de segundo grau e terceiro grau são aqueles que têm corpo astral ou corpos solares; são aqueles que trabalharam na magia sexual anos a fio sem se preocuparem em eliminar seus defeitos. Por isso se transformaram em hanasmussen de terceiro grau [com corpo astral solar]; esse é o perigo que alertamos há pouco; é preciso trabalhar sobre si e eliminar seus defeitos para ter direito à prática da alquimia sexual ou se transformará, antes que imagina, em hanasmussen de terceiro grau. Hanasmussen de quarto grau são aqueles que criaram todos os corpos solares e não eliminaram defeitos. Quem quiser entender isso, deve ler o livro AS 3 MONTANHAS; nesse livro o Mestre Samael diz o seguinte: “nós, os duas vezes nascidos, ainda tínhamos dentro de nós incontáveis erros que necessitavam de urgente estudo e eliminação”. O Mestre Samael, depois que se tornou um duas vezes nascido, ficou oito anos, de sete para oito anos longe das práticas alquímicas. Durante esses sete ou oito anos se dedicou a eliminar seus defeitos. Se ele tivesse prosseguido na prática alquímica, teria se transformado em hanasmussen de quarto grau, e nós teríamos hoje uma Gnose tenebrosa. Há que se entender isso...
P: Ouvi duas vezes a resposta sobre anticoncepcional, mas não entendi a sutileza do que foi dito. Afinal, pode ou não pode ter alquimia com uma mulher que toma anticoncepcional?
R: Vamos repetir: o outro tem direito a escolher se quer tomar anticoncepcional ou não; se você é homem e a tua companheira, parceira, esposa, não quer saber nada de Gnose e toma anticoncepcional, o fato de ela tomar não impede o teu avanço; o teu avanço é impedido se você não fizer a tua parte; não é o que o outro faz o que impede você de avançar. Não sei se fomos claros agora.
P: Carne de porco é de animal involutivo e a carne de peixe também é?
R: Os peixes de pele são involutivos; deve-se comer peixes de escamas; esses são evolutivos. Então, tudo que tem pele, no caso de peixes, não deve ser consumido. Tudo que tem pele é involutivo, seja do rio ou do mar. Lula é involutivo, polvo é involutivo, tudo tem pele. Bagre, surubi, é involutivo; exceto mamíferos: baleia não é involutivo. O camarão que as pessoas adoram, são os lixeiros do mar; não é aconselhável a ingestão da sua carne.
P: Se perdemos a energia sexual diminuímos em graus?
R: Como diz o Mestre Samael: “os graus são diminuídos de acordo com a magnitude da falta ou da falha”.
P: O preservativo entra no mesmo paradigma do comprimido anticoncepcional?
R: Sim, entra! Como praticar alquimia sexual usando camisinha, por exemplo? Ou um dispositivo intra-uterino? Impossível, meu amigo; isso é violência contra o corpo.
P: No caso de uma energia extremamente poluída de um parceiro o outro seria afetado?
R: É possível... Teria que ver o caso. É evidente que não se deve acasalar ou se juntar com um adúltero; muito menos com uma prostituta. Espero que seja isso a que você se refere, quando fala de energia poluída.
P: O que representa a perda de energia para a mulher?
R: Em termos brasileiros, claros e diretos: ejaculação no homem, orgasmo na mulher. Isso representa a perda da matéria sexual masculina e da energia feminina; ou, simplesmente, espasmos, sejam eles masculinos ou femininos.
O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnostica do Brasil – realizada ao vivo dia 04.09.2007, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha.
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