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KUNDALINI YOGA

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WEOR, Samael Aun. Kundalini yoga
Tradução: Karl Bunn
Curitiba: EDISAW, 2009 107 páginas
Formato: 15x21cm
CDD-09-06927 ISBN 978-85-62455-03-2


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Como diz o autor, este é um livro de Yoga para a Nova Era. Portanto, não é uma obra de fácil aceitação para os que ainda estão mergulhados nas escuras águas da Era de Peixes.

Todavia, estamos convencidos que as lúcidas e brilhantes cabeças aquarianas a aceitarão com facilidade e encantamento, devido não só à sua simplicidade como, também, à sua profundidade. Numa frase: é uma obra que desmistifica o Kundalini-Yoga que tanto aterroriza – e ao mesmo tempo fascina - os espiritualistas ignorantes do nosso tempo.

O tradutor deste livro já leu e estudou inúmeras obras sobre yoga, além de haver praticado alguns sistemas por períodos consideráveis. Na realidade, desde os 12 anos buscávamos o antigo caminho
da “União com Deus” sem que o tivéssemos encontrado na época. Um livro como este teria sido o maior presente dos Devas a este pobre mortal no começo da década de 1960. Porém, quiseram os Deuses que só após longos anos nossos pés fossem postos no Caminho do Yoga Iniciático exposto aqui nesta obra.

Nesses 35 anos de trabalhos, estudos, práticas e exercícios tivemos a oportunidade de ver, testemunhar e assistir a muitas coisas. Desde solenes asneiras ditas e passadas em “academias” de yoga (como se Yoga se aprendesse em academias de ginástica) até as tentativas de criar a “profissão” de professor de yoga.

Não é nossa intenção falar (bem ou mal) da história do yoga no Brasil. Se pincelamos esses pontos, o fizemos com o único propósito de dizer, com simplicidade e naturalidade, que só nos dispusemos a traduzir, publicar e apresentar esta obra agora, quando estamos seguros de seu conteúdo, e após termos comprovado, por nós mesmos, que todas as histórias de perigo de despertar Kundalini acidentalmente, não passam de “estórias”, a despeito das inúmeras obras, escritas por “qualificados autores” (pelo menos assim são considerados), dizerem o contrário.

Os milhões de estudantes gnósticos, espalhados pelo mundo todo, podem testemunhar que não existe uma Kundalini mecânica que pode despertar a qualquer momento para nos levar a um hospício, romper tecidos nervosos ou provocar gigantescas crises existenciais, capazes de nos levar ao suicídio (como é dito por aí, entre outras bobagens, à boca pequena e solertemente). Os destemperos e desequilíbrios comportamentais que as vezes encontramos nas fileiras gnósticas e não gnósticas são devidos a outros fatores, jamais a Kundalini.

A disciplina exigida daqueles que querem despertar e desenvolver sua Divina Serpente Kundalini é tão árdua e exigente que só os homens e mulheres dotados da têmpera dos heróis mitológicos é que conseguem essa façanha — e, por isso mesmo, tornam-se heróis e heroínas entre os Devas, com poderes espirituais muito acima do comum dos mortais (mas que, nem por isso, estão por aí nos jornais, nas revistas ou na televisão alardeando o que são e o que sabem).

A disciplina para despertar e desenvolver Kundalini não exige dietas vegetarianas, como acreditam os ingênuos e os inocentes, posto que os elementais do fogo necessitam de energia ígnea contida na carne, especialmente a carne vermelha. Não que isso seja questão de vida ou morte ou que comer carne seja algo obrigatório. Todavia, a própria Divina Mãe individual e íntima poderá pedir ao espantado estudante que coma carne. Mas isso os ignorantes de plantão desconhecem, e de nada vale, para nós, alimentar discussões do tipo acadêmico com quem nunca viveu as tremendas realidades das dimensões superiores do cosmo.

Outra coisa que pode horrorizar veteranos instrutores de yoga: tampouco é solicitado, dos valentes aspirantes da União com Deus, longas tentativas de sufocar a Devi Kundalini Shakti, com Purakas, Kumbhakas e Rechakas ou com asanas malabarísticas. Nada contra os que apreciam e sentem contentamento em realizar os exercícios de yoga, qualquer que seja a linha ou o ramo. Só queremos enfatizar um ponto, fazendo nossas as palavras definitivas do mestre Sivananda: “Não existe Yoga sem Kundalini”. E, para se despertar e desenvolver Kundalini, é preciso, além dos procedimentos apresentados de forma simples neste livro, uma única coisa, como resume com propriedade o autor: santidade, castidade, pureza e mística.

Somos os primeiros a reconhecer que, nesta época, a santidade é um termo fora de moda. Especialmente, quando se vê, em todos os lugares, grassar a espiritualidade comercial e a profissionalização do esoterismo. Patanjali e Yajnawalkya “se mexeriam em seus túmulos”, de acordo com a expressão popular, se pudessem ver a que estado de degeneração chegou a sua sublime doutrina, ensinada ao seu povo milhares de anos atrás.

Mas, tudo isso é passado. Estamos numa Nova Era, e esta faz com que seja dado a cada um o que lhe cabe, por méritos e deméritos. Passado o tempo de transição entre as duas Eras (Peixes e Aquário), prevalecerão os valores aquarianos, que farão desaparecer da face do planeta o espiritualismo comercial e a profissionalização do esoterismo, qualquer que seja o ramo. Kundalini será o fogo que voltará a arder e a iluminar as cabeças e mentes de todos aqueles que se dispuserem a servir, com sinceridade, ao Creador e aos seus semelhantes.

Neste momento já existem milhões de almas, dotadas de mente aquariana, em busca do Gnana Yoga, do Karma Yoga, do Bhakti Yoga e do Gupta Vidya que, no passado remoto, fizeram brotar, em várias partes do mundo, seres e civilizações portentosas que nem os séculos puderam sepultar sua silenciosa presença.

Prezado amigo e leitor, com toda sinceridade, esperamos que esta obra possa servir de lúmen e de guia para a sua existência. Todos nós, aqui na Igreja Gnóstica nos colocamos à sua disposição para ajudar no que estiver ao nosso alcance.

Reconhecemos com humildade que não somos “mestres” de Yoga, como tantos por aí. Colocamos à sua disposição aquilo que pudemos formar dentro de nós ao longo de todos esses anos. Criamos seminários especiais sobre vários temas do Yoga; além disso, praticamos semanalmente em nossas sedes, os divinos cantos à nossa Divina Mãe Kundalini.

Karl Bunn
Presidente da Igreja Gnóstica do Brasil



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