ABRAGNOSE - Academia Brasileira de Gnose

Gnose e Diversão

Muita gente acha que gnose não combina com diversão. E tem razão….em grande parte.

Mas, entendamo-nos sobre o que seja diversão para esses tempos finais:
1. Orgia é diversão?
2. Embebedar-se é diversão?
3. Drogar-se é diversão?
4. Varar noites em bares, embalos, discotecas e farras é diversão?
5. Namorar e fazer sexo é diversão?

Para quem pensa que tudo isso é diversão, certamente gnose nada tem a ver…. Porque nunca encontraremos um monge budista “divertindo-se” dessa forma. Evidentemente, nenhum aspirante sério à iniciação também será visto “divertindo-se” dessa forma. Por certo, um gnóstico (que honra e respeita essa palavra) também não se “diverte” dessa forma.

A vida é feita de opções e cada um escolhe os caminhos que quer para si mesmo. Os que nasceram para se divertir (não importa como se divertem e o que entendem por diversão) certamente não se sentem atraídos pelo mundo espiritual real. Para esses, quando muito, o mundo espiritual é fruto de curiosidades, e seu interesse pelo esotérico não passa da leitura de algum livro de sucesso que fala “a respeito” do mundo transcendental, sem que “viva” ou tenha interesse efetivo de viver seus preceitos em sua vida pessoal.

Separemos logo os “cabritos” das “ovelhas”. O esoterismo hoje é consumido em massa como qualquer outro produto. Milhões devoram livros ditos “esotéricos”, mas que nada de transcendente possuem. Até a mídia, sempre sarcástica com estes temas, rendeu-se à incrível demanda por temas considerados esotéricos, e hoje, não há publicação que não requente um texto qualquer com temperos esotéricos porque isso “vende”.

Porém, o que há de real e verdadeiro nisso tudo?

O esoterismo possui muitos níveis e estágios. O que está hoje disponível nas livrarias e bancas de revistas é o esoterismo infantil; é como o material didático que se dá aos bebezinhos que entram na fase entre o Maternal e o Jardim I e II.

Claro, aqui e ali aparece algum tratado de grande transcendência, como os livros de Blavatski. Mas, retirando-se essas raríssimas exceções, o que sobra? As cartilhas esotéricas de autores consagrados de hoje ou de um passado não muito distante.

Onde entra a gnose?

Gnose hoje representa a única via iniciática autêntica. É preciso ser e estar muito maduro, espiritualmente falando, para encarnar a gnose e seus princípios. No passado como hoje os gnósticos fomos e somos atacados e criticados pelos mesmos escribas e fariseus de sempre ou pelas massas que nada mais conseguem assimilar que historinhas esotéricas em forma de contos.

E onde se encontra essa gnose iniciática?

Tanto a gnose antiga como a nova gnose do século XX, reintroduzida e atualizada pelo V. M. Samael Aun Weor. Com uma diferença: Para assimilar ou compreender os segredos iniciáticos da gnose antiga é preciso conhecer os Mistérios. Sem isso, essa gnose antiga transforma-se em mera tertúlia intelectual, onde chispeantes intelectos discutem, disputam, polemizam, conceituam, julgam, supõem, debatem, se debatem – sem nada compreenderem acerca da autêntica natureza desses escritos.

Já a nova gnose do V. M. Samael Aun Weor é bem clara, simples e direta na abordagem dos Mistérios Gnósticos. Essa Gnose Iniciática está disponível nos livros escritos pelo V. M. Samael – hoje ao alcance de qualquer computador em qualquer país do mundo e em idiomas conhecidos ou bem pouco conhecidos por estas bandas (como o Tailandês, só para dar um exemplo).

E por que essa gnose iniciática do Mestre Samael é tão rejeitada pela mídia, pelos intelectuais e pelas massas?

A mídia só se interessa por temas populares – porque seu interesse é vender revista e livro. Logo, não tem interesse por temas que apenas um punhado de pessoas em toda a humanidade está disposto a encarar. Os intelectuais se horrorizam com o estilo literário do Mestre Samael e, além disso, suas mentes, moldadas por arquétipos do ceticismo e do materialismo ateísta, em nada compreendendo de esoterismo iniciático, quando muito fazem uma crítica difamatória. As massas, desde que o mundo é mundo, nunca se interessaram por nada além de encher seus estômagos e gratificar seus sentidos (e eventualmente cumprir seu “dever religioso” nos fins de semana).

Sendo assim, para que serve a gnose?

Essa gnose, sendo um sistema iniciático, tem o mesmo peso motivador na vida de cada um quanto aquelas palavras do Cristo: “Quem quiser vir depois de mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me (faça o que fiz)”.

Noutras palavras: a autêntica e real Iniciação Branca vai contra tudo o que o mundo mais adora e idolatra: o próprio ego. A estatística, para medir o quanto essas palavras traduzem o fracasso espiritual desta humanidade, é bem simples. Faça v. mesmo os cálculos, usando esta pergunta como ponto de partida:

Quantos Cristos, Buddhas, Profetas, Avatares, Iluminados tivemos até hoje?

Portanto, para finalizar, se Jesus tivesse nascido para se divertir, não teria nunca encarnado o Cristo. Nem Buddha teria alcançado a Iluminação. Nem o Dalai Lama seria um “dalai lama”.

Mas, deixamos no ar uma pergunta: Como é que os Deuses e Mestres se divertem?

Obrigado pela sua atenção…


Autor: Karl Bunn

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