ABRAGNOSE - Academia Brasileira de Gnose

Os Dois Elixires

1. O Elixir Branco e o Elixir Vermelho são a Árvore da Ciência do Bem e do Mal e a Árvore da Vida.

2. O Elixir Vermelho é o ouro puro do Espírito, a Árvore da Vida.

3. O Elixir Branco é a força sexual do Éden.

4. O Elixir Vermelho transforma o chumbo em ouro e colore todas as coisas de amarelo.

5. O Elixir Branco branqueia os metais dando a eles uma brancura imaculada.

6. Ainda que todos os metais sejam levados à perfeição pelo Elixir não há dúvida de que os mais perfeitos metais são aqueles que chegam rapidamente à perfeição.

7. Os metais menos perfeitos vão chegando à perfeição de acordo com os mais perfeitos.

8. Este é o bendito magistério da Grande Obra do Pai.

9. O importante é aprender a projetar os Elixires Branco e Vermelho sobre os metais para transmutá-los em ouro puro.

10. A fórmula consiste em misturar uma parte do Elixir com mil do metal mais próximo da perfeição.

11. Encerra-se todo o conteúdo no recipiente. Depois se põe o recipiente no fornilho para que o fogo, após três dias, faça uma perfeita união.

12. Em seguida, volta-se a repetir a operação com outro metal dos mais próximos. Assim, pouco a pouco, vamos conseguindo a transmutação dos metais em ouro puro.

13. Esse ouro é mais puro do que qualquer ouro das minas terrestres.

14. Os metais são os nossos corpos internos que se cristificam com os Elixires Branco e Vermelho.

15. O primeiro metal que transmutamos em ouro é o corpo da consciência.

16. Sobre esse metal projetamos nossos Elixires Branco e Vermelho para transmutá-lo em ouro puro do espírito.

17. Este trabalho se realiza depois de havermos levantado nossa primeira serpente sobre a vara.

18. Depois de 3 dias, isto é, depois que a primeira serpente atravessou as três câmaras altas da cabeça, o corpo búddhico ou corpo da consciência se funde integralmente com o Íntimo.

19. Eis como o metal mais próximo se transforma em ouro puro ao conseguir a fusão integral com o real Ser.

20. Desta fusão sai o novo Mestre que surge dentre as profundezas vivas da consciência.

21. Esse Mestre interno é um autêntico Mestre de transmutações metálicas.

22. Depois, o Mestre de transmutações metálicas deve fazer a projeção sobre seus demais metais para transmutá-los, extraindo deles o ouro puro.

23. Há que se cozer, cozer e recozer e nunca se cansar disso.

24. O fogo do fornilho no princípio pode ser lento, porém depois precisa ser intensificado para se conseguir a transmutação perfeita.

25. O segundo metal a ser transmutado é o corpo etérico.

26. Este trabalho realizamos projetando os nossos Elixires Branco e Vermelho sobre esse corpo.

27. O Espírito e o Fogo da segunda serpente, isto é, os dois elixires transmutam o corpo etérico no Soma Puchicon ou corpo de ouro.

28. O terceiro metal a ser transmutado é o corpo astral.

29. Este trabalho realizamos com a terceira serpente [kundalini] que pertence ao corpo astral.

30. Do corpo astral extraímos um astral superior, que é o Cristo.

31. Esse Menino de Ouro é Hórus.

32. A seguir transmutamos o corpo mental para dele extrair a Mente Cristo.

33. Eis como entramos na sala da dupla Maat e nos libertamos dos quatro corpos do pecado.

34. Os quatro corpos do pecado nos dão quatro corpos de ouro, quando conseguimos uma transmutação metálica perfeita.

35. Os quatro corpos de pecado são substituídos por quatro corpos celestiais que servem de templo ao Espírito Triúno e imortal.

36. Do corpo físico extraímos o corpo da liberação.

37. Esse corpo é feito de carne, porém de carne que não vem de Adão.

38. Trata-se de um corpo cheio de perfeições milenares e elaborado com os átomos mais evoluídos do nosso corpo físico.

39. Do corpo etérico extraímos o corpo de ouro que vem a se compenetrar no corpo da liberação.

40. Do corpo astral extraímos o Menino de Ouro da Alquimia que vem a substituir o corpo astral.

41. E do corpo mental extraímos a Mente Cristo que vem a substituir o corpo mental.

42. Assim conseguimos a transmutação metálica.

43. Assim os quatro corpos de pecado são substituídos por quatro corpos gloriosos.

44. Assim transmutamos os metais com os Elixires Branco e Vermelho.

45. Assim o quaternário inferior vem a reforçar a trindade divina.

46. Os Deuses do Nirvana estão vestidos com quatro corpos de glória.

47. Os Deuses do Nirvana não usam os quatro corpos do pecado.

48. Somente os Mestres do Nirvana que estão cumprindo missão aqui no mundo físico precisam reter seus 4 corpos de pecado para se expressarem através deles.

49. Contudo, como estão livres dos quatro corpos do pecado, os animam por hipóstase.

50. A própria Trindade, eterna e espiritual, precisa passar por gigantescas transmutações alquímicas para conseguir a união com o Uno, com a Lei, com o Pai.

51. São sete as serpentes que temos de levantar sobre a vara para nos convertermos no Rei coroado com o diadema vermelho.

52. A quinta serpente nos dá a Vontade Cristo. A sexta nos dá a Consciência Cristo. A sétima nos une com o Uno, com a Lei, com o Pai.

53. Há que se cozer, cozer e recozer e não se cansar disso.

54. O recipiente precisa ficar tapado hermeticamente para impedir que a matéria-prima da Grande Obra derrame.

55. Neste trabalho alquímico, as substâncias espirituais se tornam corpóreas e as substâncias corpóreas se tornam espirituais.

56. Este é o sagrado magistério do fogo.

Para um maior aprofundamento, recomendamos: O Leão Vermelho


Autor: Aun Weor
Capítulo 6 do livro Alquimia Sexual

15 de outubro de 2013

ABRAGNOSE - Academia Brasileira de Gnose

Lançamento 1ª versão: 4 de fevereiro de 1997. Atualizações contínuas e permanentes. Copyright 2005-2014© Todos os direitos reservados. A responsabilidade deste site é da Igreja Gnóstica do Brasil - IGB