ABRAGNOSE - Academia Brasileira de Gnose

Últimos Alertas

Boa noite a todos! Sejam bem-vindos à reunião de hoje, excepcionalmente quarta-feira… Ontem foi dia 27; tínhamos dado um aviso geral que se a terça-feira caísse num dia 27 a reunião estaria adiada para o dia seguinte…

2008, 10, 1 começamos de novo… Só não sabemos ainda de que maneira… A comunicação está bastante restrita nesse sentido, ou seja, nada é dito [ainda] acerca do ano que vem nem sobre o tipo de trabalho que devemos realizar em 2008; só em janeiro deveremos ter idéia ou informação do que fazer e como fazer…

O que temos antecipado aqui, ao longo do ano, é que o PALTALK fecha, as comunidades no ORKUT fecham e o grupo “gnósticos iniciantes” também fecha. Iremos começar do zero com aqueles que conhecemos; o tempo de lançar redes ao mar terminou…

Peixe que tinha condições de ser aproveitado, de ser salvo, já foi devidamente recolhido, seja por nós da Igreja Gnóstica do Brasil seja por alguma outra organização, gnóstica ou não gnóstica; interferir nesses processos individuais faria mais mal do que bem; então, cada qual terá a responsabilidade de conduzir, de apoiar, de estar presente junto àqueles que a eles vieram ou foram confiados…

Portanto, terminou o tempo da pesca ou da pescaria; quem se definiu está definido; quem não se definiu foi definido devidamente pela lei divina. Aqueles que reúnem alguma possibilidade estão no limbo em observação e de lá terão que sair com suas próprias pernas…

Se correrem atrás, se fizerem por merecer, se trabalharem ou fizerem hora extra, avançarem de madrugada, trabalharem final de semana, poderão então receber o bônus de final de ano…

Mas se ficarem acomodados, controlando o relógio para bater o cartão e sair correndo, aí não tem jeito; porque se nossa vida foi isso, assim seremos considerados também; não se paga a quem não trabalha, é simples…

Não temos um tema definido hoje, até porque sempre que há um adiamento, muita gente deixa de aparecer… Também não tínhamos inspiração para tema nenhum; estávamos em verdade esperando começar o mês de dezembro porque, nas três terças-feiras de dezembro (4,11 e 18), faremos mais ou menos como aquelas aulas de cursinho: dar uma revisão geral de tudo aquilo que é importante pro vestibular.

Com isso encerramos o ano e encerramos nossa missão aqui também. A partir do ano que vem, os que estiverem por aí, nas proximidades, daremos a atenção necessária na medida da demanda; não será mais servido alimento novo algum, nem será servido nada; simplesmente cada qual vai se servir daquilo que já está disponível…

Aqueles, e tenho notado isso, que costumam escrever fazendo perguntas óbvias não serão mais atendidos; é preciso andar com as próprias pernas… Temos uns dois anos aí pela frente, ainda de relativa calmaria, e dá prá fazer em um ano ou dois anos um excelente trabalho sobre si…

Posso testemunhar que, devidamente assistido, num ano só – ou em alguns meses – uma pessoa pode inclusive sair do abismo e garantir o resgate. Mas é claro que isso ocorre para aqueles que trabalham no final de semana, madrugada, e correm atrás. Não é para aqueles que ficam controlando o relógio, esperando a hora de bater o ponto e sair correndo…

Ficaremos aqui hoje para consultas abertas, perguntas, respostas e comentários adicionais a respeito do que temos falado ao longo deste ano. Não há uma matéria nova hoje, não há um tema a ser abordado porque, praticamente, já abordamos o que era preciso, e muito além até… Há tanto material disponível que, às vezes, mais atrapalha do que ajuda; mas, enfim, essa é uma tarefa que cabe a cada um, de ora em diante…

Desde 2005 estivemos aqui para ajudar, na medida de nossos limites, a cada um a organizar sua mente, seus pensamentos, seu trabalho. Se vacilou, se ficou esperando, adiando seu trabalho, pois saiba que já não tem mais o que fazer; vai ter que fazer aquilo que já devia ter feito, simples assim…

Pois bem, meus amigos, fica aí aberto o espaço, o tema, para as inquietudes que por ventura tiverem…

A Roda do Sansara

A Roda de Sansara gira 3.000 vezes, informa o Mestre Samael. Em cada giro oferece 108 oportunidades em corpo humano… No reino animal ou nos reinos inferiores não há um tempo certo para sair, nem há um número de vidas pré-determinado; ali, existe capacitação, aprendizado, nota mínima. Uma vez que se atinge a nota mínima, sobe-se para o degrau seguinte no mesmo reino e de reino em reino, até emergir novamente na forma humana. Isso pode variar de muitos milhares de anos até a alguns milhões de anos dependendo do que cada um leva consigo na hora de descer, na hora de mineralizar os elementos psicológicos que desenvolveu enquanto na forma humana, ao término dos 108 retornos. É chamada de Roda de Sansara porque o retorno a este mundo de ilusão é cíclico; aqui vivemos rodando no eterno ciclo de mortes e renascimentos e suas implicações no aqui e agora.

O Mestre Samael falou claramente que o Apocalipse pode ser vivido individualmente ou coletivamente; ele dizia, de modo bem claro, que é melhor vivê-lo individualmente do que coletivamente. Viver o Apocalipse coletivamente é, exatamente, viver da forma como a humanidade está vivendo hoje: obrigatoriamente está descendo aos abismos; todas as essências, todas as consciências humanas estão descendo ao inferno, aos abismos, neste ano, de acordo com a gravidade e o peso dos seus elementos psicológicos; estarão de volta, ocupando uma forma humana, a partir da segunda metade da sexta raça…

Muitos terão uma oportunidade derradeira em Capricórnio, na próxima era, mas não significa que terão muitas oportunidades. Na verdade terão “uma oportunidade” para iniciarem o trabalho seriamente e, dependendo do seu uso poderão ter uma nova oportunidade para concluir esse trabalho. Mas, como a tendência é seguir repetindo o programa, o script que sempre cumpriu nas anteriores 108 existências, não é de surpreender que, mesmo tendo uma nova oportunidade em Capricórnio, venha a repetir os mesmos gestos, o mesmo comportamento, a mesma conduta, e reunir-se com os mesmos que o extraviaram. Esse é o normal. Em termos práticos e concretos, é muito difícil alguém que, efetivamente se deixou condenar, se redima agora, nesses próximos dois mil anos; muito difícil…

Mística e caminho devocional

Há uma conferência inteira falando de mística aqui; ver Bhakti yoga. Mística é uma atitude… Sugerimos que assistam ao filme “Irmão Sol, Irmã Lua”; ali verão um exemplo acabado da mística de Francisco de Assis… Por outro lado, nós, que não temos mística, temos que desenvolver a mística… Como que se desenvolve a mística? Só existe uma maneira: praticando.

Quem não tem uma determinada habilidade e a quer desenvolver, não existe outro caminho que não a da prática, do exercício. Se alguém não tem resistência para uma corrida vai ter que começar a andar, depois a andar diariamente e a dar pequenas corridas, até desenvolver musculatura e respiração para isso. Depois de vários meses poderá correr…

Se alguém não tem habilidade para dirigir um automóvel vai a uma auto-escola, e ali aprende a técnica. Mas só se torna um bom motorista com o tempo, com a prática, respeitando as leis e os códigos de trânsito e, especialmente, se dirigir diariamente… Se fizer auto-escola e depois só dirigir de tempos em tempos, será como aqueles motoristas domingueiros a assustarem os outros que compartilham a via ou a avenida com ele.

Neste caminho é a mesma coisa. A Gnose ensina mística, práticas devocionais, mantras, orações, meditação, transmutação, invocação de anjos, Mestres e Deuses… O Mestre Samael deixou uma doutrina completa, ampla, talvez uma das mais completas que temos hoje no mundo. Mas o que fizemos até hoje? Lemos, quando muito… O que praticamos até hoje? Quase nada! A mística não nasce por geração espontânea…

Se alguém não começar a praticar meia hora por dia, depois uma hora, duas horas, jamais vai desenvolver mística… Pior de tudo é perder seu retorno… Aliás, desde 2005 enfatizamos essa idéia de perder o retorno… A grande maioria perdeu o retorno… Essa é a má notícia: a grande maioria perdeu o retorno… [e muitos, o ciclo completo].

Existe uma possibilidade de reverter isso? Existe! Corra atrás, faça hora extra, trabalhe final de semana e não fique controlando o relógio… Isso é uma atitude pró-ativa… É claro que, para alguém praticar a mística, primeiro precisa compreender o que é mística; quem não sabe nada de mística só podemos recomendar ouvir ou ler aquela conferência sobre “Bhakti yoga” que está em nosso site… Há que se entender, definitivamente, que o trabalho é feito individualmente; se não fizer, ninguém fará por ele.

Como complemento: muitas vezes demos “dicas” aqui de como aproveitar o tempo. Quando estiver dirigindo leve uma música de mantra e cante junto; se está no ônibus, hoje temos fones de ouvido; vocalize internamente…

Mas, para fazer orações, para estar em comunhão com Deus ou a divindade, não é necessário nenhum artifício; é só uma questão de voltar-se, concentrar-se, estar direcionado para a divindade, em vez de ficar fantasiando, sonhando, projetando coisas, alimentando a mente com fantasias ou dando corda para a mente fantasiar… Ponha freios e rédeas em sua mente; direcione a imaginação [ou as imagens em ação] para a divindade; simples assim… Não há mistério… É só fazer…

O que falta ao gnóstico típico? ELE NÃO FAZ NADA! Fica só com a idéia; imagina, projeta, gostaria de fazer, mas não faz, é isso. Tem que sair da abstração para a ação concreta, aqui e agora…

Níveis de Ser

Primeiro precisamos entender o que é “nível de Ser”… O nível de Ser é aquilo que somos hoje, exatamente; cada qual tem que descobrir o que é e como é; precisa dar-se conta se é grosseiro ou refinado, educado ou ignorante; se é um bom estudante de Gnose e se é um bom praticante de Gnose – ou não… Precisa dar-se conta dos ambientes que freqüenta, precisa dar-se conta da qualidade dos pensamentos e dos sentimentos que tem e que alimenta, e por aí a fora. Assim, descobre o seu nível de Ser – baixo ou elevado…

Pelo estudo, pela compreensão da doutrina gnóstica, o interessado saberá que existem outros níveis de Ser, bem mais elevados. O nível de Ser de um santo é diferente do nível de Ser de um devasso; o nível de Ser de um cientista é diferente do nível de Ser de um jogador de futebol. O nível de Ser de um artista é diferente do nível de Ser de um operário, e assim por diante…

A pergunta importante é: qual o nível de Ser que queremos para nós? Onde queremos nos situar na escada da existência? Queremos continuar sendo devassos, degenerados, dados a vícios?

Se queremos um alto nível de Ser, a Iniciação é necessária… Aliás, não há outro caminho para elevar o nível de Ser a não ser a via iniciática; e aqui então se aplica tudo aquilo que aprendemos com o Mestre Samael: “A iniciação é tua própria vida retamente vivida” – e voltamos então às aulas e conferências passadas aqui este ano, além do ensinamento gnóstico como um todo…

É claro que viver os primeiros processos da iniciação sempre é mais difícil; sempre começamos o caminho pesados de karma; então é exigido muito mais de nós. Na segunda montanha nem precisamos levar isso em conta porque o nosso nível de Ser é o próprio Ser já devidamente encarnado em nós; nem há porque se preocupar com isso; essa preocupação é meramente um processo intelectual, racional e característico de quem está para iniciar o caminho…

Cadeias de morte

Dou como testemunho aqui das pessoas que temos acompanhado em seus processos iniciáticos… Essas cadeias de morte tiraram essas pessoas do abismo em que estavam… Pessoas que já estavam nos círculos inferiores e que apelaram à compaixão divina, que buscaram ajuda – e até mesmo antes de buscarem uma ajuda mais formal ou mais pessoal – por sua conta já haviam descoberto essas cadeias de morte em documentos nossos que circulam aí pela internet desde o ano 2000 ou 2001. Em tendo tomado conhecimento dessa prática, e dentro daquilo que puderam compreender desses escritos, começaram a praticar, e foi isso o que as tirou do abismo onde estavam…

Nós havíamos retirado esses documentos oficialmente de nosso site. Depois, pelo aumento de buscas e perguntas sobre tais escritos, que ainda circulavam anonimamente pela internet, decidimos colocá-los novamente em nosso site desde há meses… Os interessados podem procurar pelo link “SEPTEM SCRIPTA MORITURI”, em nosso site www.gnose.org.br

Igualmente, todas as conferências deste ano já estão transcritas e disponíveis em nosso site… Há um volume que reúne todas essas conferências, e pode ser feito download gratuito em nosso site. O conjunto dessas conferências forma um amplo e detalhado curso de iniciação à Gnose, onde abordamos a filosofia do trabalho gnóstico…

Entendemos que dificilmente alguém faz algo prático e concreto sem que primeiro tenha bastante filosofia, teoria ou dialética em sua cabeça… Então, oferecemos aí cem por cento dessas aulas do PALTALK num único volume, contendo algo como 800 páginas de pura filosofia e dialética gnóstica… Portanto, em seu conjunto, esse volume forma um curso bastante amplo, bastante detalhado do sistema prático de vida gnóstico a custo zero…

Cada qual poderá lançar mão desse material para consultas como bem achar melhor… Em 2008 já não estaremos mais aqui… Esse material ficará disponível enquanto nosso site permanecer no ar… O bom uso ou o não uso que se fará disso é critério de cada um…

Hoje, neste momento, agora, no final dos tempos, tudo que podemos dizer, antes de apagar as luzes, é: trabalhem muito e confiem… Em verdade o Mestre Samael também ensinava isso: trabalhar sem esperar nada em troca. Portanto, isso é o que deve ser posto em prática; trabalhar muito sem esperar nada em troca, e confiando, tendo fé que a lei divina saberá dar aquilo que merecermos de fato…

Uma das expressões mais batidas este ano foi: “todos os dias 27, até dezembro, as portas dos tribunais da lei estarão abertas para consultas, avaliações e solicitações de negociação de karma”.

Quem fez, fez; quem não fez, paciência; por mais que se fale e se enfatize que os poucos casos que sobraram estão no limbo, em observação, a realidade real e concreta é que não cai a ficha. Ninguém quer entender, ninguém quer ouvir, e ouvindo não escutam, vendo não acreditam no que vêem… Seria a mesma coisa que o próprio Senhor do universo aparecer num laboratório científico e fazer proezas e prodígios diante dos cientistas materialistas, desmentido suas crenças… Eles fariam tudo menos começar do zero uma metodologia científica…

Não há como despertar o adormecido, não há como fazer o morto andar, especialmente o morto vivo. A mesma coisa aqui, meus amigos: passamos o ano inteiro falando determinados aspectos e chegamos a dizer que sempre tínhamos a impressão de falar no deserto…

A realidade real é que alguns poucos sim têm ouvido, e correram atrás e estão bem em seus processos; agora, não quero dizer que não haja possibilidade ainda; pelo contrario. Pela terceira vez vamos dizer: tem que fazer hora extra, varar madrugada, trabalhar final de semana e confiar…

Mais do que isso não tem o que ser dito… Quem tiver entendimento que entenda porque, quem não tiver entendimento, paciência; não há o que fazer…

Tulpas e egrégoras

Uma vez que se tenha eliminado a fonte alimentadora dessas coisas o trabalho individual é facilitado a médio prazo… O que é preciso ser entendido agora, é que nós temos que lutar contra nossos defeitos; para lutar contra nossos defeitos, a arma mais poderosa, talvez a única arma que temos, é nossa Mãe Divina… Para triunfar sobre nossos defeitos temos que trabalhar junto com a Mãe Divina, e é sobre esta tecla que batemos, também, ao longo do ano inteiro…

A Mãe Divina é nossa melhor negociadora… Então devemos confiar cegamente nela, e pedir a ela que faça as negociações junto ao Senhor da lei; ela é nossa mediadora.

Mas é evidente que temos que fazer boas obras, ser bom filhos; temos que mostrar com fatos concretos que, de fato, queremos morrer em nós mesmos; do contrário nem nossa Mãe acreditará em nós.

Temos que nos apresentar com fatos concretos e isso tem sido enfatizado sempre…

As coisas do mundo

Aquele que compreende a natureza do caminho gradativamente vai se afastando das coisas do mundo…

Ainda que trabalhe no mundo, precise do mundo para comer, já não se deixa enredar ou se envolver com as coisas do mundo; busca uma maneira inteligente de sobreviver. Muitos encontraram uma alternativa de sobrevivência fazendo concursos para uma carreira pública.
Outros, mais afortunados, tiveram sorte nos negócios, e conseguem equilibrar-se no material e no espiritual. Outros estão tão carregados de karma que todas as portas se fecham; a esses, claro, é bem mais difícil; mas, enfim, cada qual tem a cruz que ele próprio construiu, do jeito que quis. Cada um de nós escolheu o madeiro ou o tronco, o tamanho e o peso da própria cruz… Nós nos impusemos este peso, essa cruz…

Os antigos da Gnose tiveram todo o tempo do mundo, e tiveram, de certa maneira, sorte se souberam aproveitar bem esse tempo que lhes foi concedido. Por outro lado, se estão há muito tempo na Gnose e não fizeram nada, então para esses já nem há mais o que fazer porque desperdiçaram a oportunidade. Quem chega agora vai ter que fazer muito mais; vai ter que correr muito mais do que aquele que está aqui há um, dois ou três anos…

E voltamos a repetir: “em um único ano é possível para alguém de fato arrependido sair dos abismos em que se meteu e fazer um trabalho revolucionário em si mesmo”. Mas, para isso, é preciso dedicação plena e total… E, dedicar-se plena e totalmente, não é fugir para caverna; é viver aqui, no mundo, a conduta reta; é viver a encarnação aqui, em carne e osso; só tem essa alternativa, não há outra…

Para compreender a natureza desse trabalho todo não há como detalhar aqui e agora; remetemos a toda filosofia gnóstica que estão nos livros do Mestre Samael e nas conferências dadas aqui anteriormente neste canal…

Resgate e Iniciação

Para ser resgatado não necessariamente precisa ter iniciação; não necessariamente. O que precisa ter, sim, é purificação. Por isso que enfatizamos muito neste ano, a purificação da mente, enfatizamos muito os apelos, as invocações à Mãe Divina para que ela purificasse nossa mente, nossos sentimentos…

Uma vez que tenhamos as purificações necessárias, ou mínimas, a própria lei divina autoriza esse resgate. E nem me perguntem agora como será e como se dá esse resgate, porque não há como responder… Cada caso é um caso e existem milhares de opções de resgate…

A única coisa que podemos dizer, resumidamente, é: “para Deus não existem coisas impossíveis”. Ocorre-me, neste momento, uma certa frase que vi por aí e que diz o seguinte: “os Deuses tudo podem, os homens tudo arriscam”.

Portanto, temos que fazer nossa parte; trabalhar muito e confiar. Se vamos ter fogo ou não, depende da divindade; se vamos ter o fogo ou algum grau desperto, isso depende da divindade…

Conheci pessoas que estiveram e estão na Gnose há muitos, tão antigos quanto eu mesmo e que ainda não têm fogo algum desperto… Por quê? Não souberam trabalhar… Fizeram um trabalho equivocado…

O trabalho gnóstico é muito mais simples do que imaginamos; deveríamos todos ter menos teoria e mais ação; menos pensamentos e mais mão na massa. Noé, quando recebeu o aviso do dilúvio, não ficou sonhando com um transatlântico, nem abriu recrutamento de “especialistas” em construções de navios para fazer uma arca… Ele simplesmente ouviu, foi no mato, cortou os troncos necessários e começou a trabalhar na construção da sua Arca…

Bem, pelo menos essa é uma das versões populares que se tem por aí para explicar a diferença entre uma pessoa prática e alguém dado a planejamentos desnecessários…

O trabalho gnóstico é mais um viver concreto do que pensar… É mais um fazer do que projetar…

Apesar de tudo, considerando-se a situação do mundo hoje, olhando esta mesma situação com os olhos internos, vemos os Deuses e os Mestres se mostrarem satisfeitos com o pouco que conseguiram preservar ou salvar… Há um grupo, não muito numeroso, de crianças que são os que serão resgatados… Estas pessoas, esses seres estão sendo assistidos, protegidos… Não importa como isso é feito, se através de sonhos, se no inconsciente, se através destas aulas, se através de preleções ou literaturas existentes em outras escolas gnóstica e não gnósticas… A verdade é que há uma pequena colheita… E isso, para quem não esperava nada, está fazendo a felicidade e o sorriso de muitos Mestres, Buddhas e Deuses…

Este é um testemunho que podemos dar… Mas nós aqui temos que fazer hora extra; correr atrás, varar madrugadas; temos que nos tornar viciados em trabalho espiritual… Muitos se tornam viciados no trabalho profissional… Nós temos que nos viciar no trabalho espiritual e trabalhar muito.

Se a diretoria vai nos dar um bônus por este esforço extra, isso não depende de nós. E muitos fazem isso aqui no mundo de Mamon só por amor ao trabalho, por aventura, prazer, alegria… Assim deveríamos fazer todos nós com o trabalho espiritual… Mas, tristemente, quando se fala de trabalho espiritual, é o demônio da má vontade que acaba assumindo o comando da mente e dos centros – e às vezes, para fazer cinco minutos de prática sem bocejar, já é aventura e tanto…

Se há algo errado, somos nós… Nós é que estamos errados; não fizemos nada; nos acomodamos; fizemos escolhas erradas ou tivemos entendimento errado da doutrina, o que não nos exime de responsabilidade…

O que nos resta agora, repito, é correr atrás do prejuízo… Fazer em poucas meses ou semanas – ou nesses dois anos que estamos projetando de relativa paz – aquilo que não foi feito nos trinta, nos vinte, nos quinze, nos dez, nos sete anos anteriores…

Quê ainda há tempo para salvação? Há!
Que somos preguiçosos? Também somos!
Que somos omissos? Somos!
Que fizemos pouco? Isso é verdade!
Vamos esperar o quê para romper com tudo isso?
Que caia o primeiro meteoro?
E se ele cair sobre nossa cabeça?

É preciso acordar, e acordar agora…
Não é depois, nem amanhã, nem daqui a uma hora…
É AGORA…

Muito obrigado, boa noite.
Paz inverencial!

 

 


Autor: KARL BUNN

O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada ao vivo dia 28.11.2007, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha. Revisado pelo próprio autor.

 

2 de fevereiro de 2014

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